MEUS FILHOS XANDE, BICO E CLAUDINHA…

Hoje eu peço licença aos meus queridos leitores (as); para ter “dois dedo de prosa”(Tem jeito não, meu Deuso; quero…

Hoje eu peço licença aos meus queridos leitores (as); para ter “dois dedo de prosa”(Tem jeito não, meu Deuso; quero falá na linguage erudita, mais o peste do matuto qui inziste dento d’eu, se mete sem dó nem perdão e bota seu linguajá no mêi da “carrumbamba”…) com vocês e falar sobre o “Bicho Mãe”… Xande, quando sua mãe teve você, ela estava literalmente no esplendor dos seus vinte e um anos de idade; linda; um “muierão de intalá porta de garage”… Mas, meu querido filho; eu jamais ví um desvêlo tão imenso pelas suas crias; como sua atenção, seu carinho e seu amor por vocês três como um todo; como por cada um, em particular. Bico, com você, meu filho amado; não foi diferente; muito menos com você, Claudinha. Ela jamais saiu deixando vocês aos cuidados de quem quer que fosse; com raríssimas exceções. Em favor de vocês, mesmo hoje, com tudo o que já passou comigo, pelas seqüelas das lutas que juntos tivemos em favor de vocês; que Papai do Céu nos confiou; ela não demonstra; pois seus “sintimento é mais iscundido do qui urêia de frêra”; mas ela é, digo sem medo de errar; como uma novilha parida “de premêra cria”; se transforma literalmente numa leoa; quando se trata de defender vocês. Às vezes, filhos e filha amada; vocês não compreendem; ou a cegueira do momento “incoloca um bate môsca (Aquêles dois pedaço de côro de lado duis zói duis animá de carroça ) nuis zói de vocêis e vocêis só inxéga prá frente”; e tem mais; só aquilo qui interessa a vocêis… Mais é assim mêrmo; “fíi é tudo iguá; só muda de indirêço”!… É essa mulher, meus filhos, que agora quero enaltecer para vocês e dizer-lhes que jamais ponham em cheque; tenha a menor dúvida que seja, sobre o “tamãe do amô dela p’rú vocêis”… Para mim, ela também tem um pouco de mãe e eu lhe sou muitíssimo grato por isso… E, meus filhos, além de todos os predicados (Valei-me, Professor Amadeu Araújo!…) inerentes a uma mãe, ela tem tudo como irmã, amiga, namorada, amante, companheira, confidente, cúmplice e mais uma carrada de boas qualidades que existem numa “mulher de verdade”; o que me leva a fazer minhas, as palavras do meu querido e saudoso ídolo Coronel Ludrugero, quando ele se referia à sua amadíssima Felomena:”Ô muierão maaaaacccchhhhoooo”!… Em relação a mim, como filho, Papai do Céu me agraciou mais do que a “muuuunnnnntttta gente”; qué vê ? Além da minha mãezinha Severina de Medeiros Coutinho, que passou a se chamar Severina Coutinho da Motta; Êle me deu mais uma réca de mãe; me deu minha tia Quena, Cumade Zefinha do Véio Arcelino, lá na Maiáda de Roça-São João do Cariry-PB, Cumade Luzia, também de lá; e me deu minhas saudosíssimas mães prêtas como sejam Ricardina, Maria Flôr, Teimosa (Muié de Teimôso…), Madrinha Isabel (Bela) irmã de Mãe Miana, lá dais Traíras-Macaíba-RN, dona Maria Prêta, lá de Pocinhos-Cabaceiras-PB e Mariquinha de Cumpade Júlio Prêto. Como vocês estão vendo, meus filhos; seu velho pai Bob Motta; jamais poderia estar cercado de fluídos espirituais mais maravilhosos que esses… E por falar nisso, terça feira que vem, é 13 de maio; dia do Prêto Velho. Rezem às 18 horas, três Ave Marias e três Pai Nosso, oferecendo às almas dessas maravilhosas avós que vocês tiveram e que conheceram apenas umas duas ou três delas… Beijos do seu velho pai,

 

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