Mexicanos invadem Natal para primeiro jogo da Copa do Mundo

No comportamento e biótipo físico são muito semelhantes aos brasileiros. Falam alto e são bem receptivos com os vendedores ambulantes

Turistas-mexicanos-WR--(8)

Eles viram uma das melhores seleções de todos os tempos ganhar a copa de 1970 na casa deles. Agora, os mexicanos vêm ao Brasil, cheios de esperança, para ver seu país brilhar na Copa de Mundo que promete ser a “copa das copas”, justamente na casa dos campeões de décadas atrás.

Natal é a primeira parada de muitos deles, em razão do jogo da próxima sexta-feira (13) México e Camarões. E a invasão estrangeira já começou. Basta verificar a agitação do calçadão da praia de Ponta Negra à noite. Os conterrâneos do Chaves trouxeram até instrumentos típicos para montar grupos de mariachis para animar a permanência deles por aqui por contra própria.

Apesar da festa até altas horas da madrugada, pela manhã alguns deles já estão com disposição para caminhar pelo calçadão de Ponta Negra. Pelo menos foi esse o programa de cinco turistas mexicanos que nossa equipe de reportagem encontrou hoje na praia de Ponta Negra.

No comportamento e biótipo físico são muito semelhantes aos brasileiros. Falam alto e são bem receptivos com os vendedores ambulantes que os cumprimentam sempre com um grito repetitivo de “México, México, México”, com a pronúncia em português.

O grupo de três homens e duas mulheres veio a Natal para ver dois jogos: México x Camarões (estreia da seleção deles) e EUA x Gana (dia 16). No segundo jogo, tudo indica que irão torcer pelo país “irmão do norte”, visto que um deles usava um boné com motivos estadunidenses. Em compensação, uma das mulheres estava com boné da seleção mariachi.

Um dos torcedores é o policial mexicano Jesus Cardenas. Segundo o porta-voz do grupo, eles chegaram ontem e vai passar sete dias em Natal. Ainda não conheceram muitos pontos turísticos, mas o policial opinou positivamente sobre a cidade-sede potiguar. “É uma cidade muito bonita, com praias muito lindas, gente bem agradável. Então achamos muito boa”, disse.

Eles também planejam ir para a internacionalmente conhecida Pipa, além de Jenipabu e Pirangi. É a segunda vez que Cardenas vem ao Brasil e a primeira em Natal. “Já estive no Rio antes e é a primeira vez em Natal. Talvez, no futuro, possa voltar”, considerou.

Sobre a alegria que vem contagiando até os brasileiros, Jesus Cardenas fala que isso é decorrência da característica agregadora de seu povo. “Somos muito unidos. Gostamos de estar juntos e fazer festa onde estamos, em qualquer lugar que nos encontramos”, explicou o policial.

Nessas primeiras horas que estão no Brasil, o grupo aprendeu poucas palavras em português além do “obrigado”. O vocabulário escasso já ajuda pelo menos a manter as necessidades básicas, como comer e outras mais urgentes. Exemplo: suco, ovos, cerveja e papel higiênico. Esta é a primeira experiência do grupo em mundiais de futebol.

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