Miguel Mossoró projeta 30 mil votos para ser eleito deputado estadual

Pré-candidato a estadual revela acordo com Robinson para chegar a Casa Legislativa

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Sinceridade. Essa é uma das marcas que se pode ressaltar do presidente estadual do PTC, Miguel Mossoró, após uma entrevista de alguns minutos concedida aO Jornal de Hoje. Afinal, o ex-militar não escondeu nenhum detalhe das negociações que o fizeram se aliar ao pré-candidato ao Governo do Estado, Robinson Faria, do PSD, e disputar a eleição deste ano como candidato a deputado estadual – mesmo tendo condição e voto para ser governador, como ele mesmo disse.

Segundo Miguel Mossoró, que já foi duas vezes candidato a prefeito de Natal, tentou já a Assembleia Legislativa em outros anos e, no último pleito, concorreu a vereador na Capital do Oeste, o acerto com Robinson ocorreu só na segunda-feira, depois que o vice-governador do RN prometeu que, se ficasse na suplência, ele seria deputado por, pelo menos, alguns meses.

“Vou ficar na disputa para estadual, porque federal é muito forte (a competição). E não adianta ir para a campanha de governador, ter 20 ou 30 mil votos e não me eleger. Como deputado, com essa votação, eu consigo ser eleito e ainda puxo um ou dois comigo. Quero, pelo menos, essa primeira suplência”, projetou Miguel Mossoró, popularmente conhecido pelos eleitores natalenses pelas polêmicas propostas como a construção de uma ponte ligando Natal a ilha de Fernando de Noronha.

“Eu falo o que penso e falo com base em alguma coisa, mas algumas pessoas falam que sou louco. Como eu faria isso, não sei, porque eu não sou técnico. O que eu sei é que boa parte dos viadutos e túneis que eu falava que faria a Prefeitura fez agora. Eu falava isso em 2004 e me chamavam de louco por isso”, relembrou Miguel Mossoró.

Bom, de volta a 2014, dez anos depois da primeira vez que foi candidato a prefeito e surpreendeu os eleitores com essas propostas, Miguel Mossoró se mostra mais consciente da disputa eleitoral e lamenta os erros cometidos no passado. Mais precisamente na eleição passada, novamente para prefeito de Natal, quando abriu mão da disputa na Capital para ir concorrer a Câmara de Mossoró. “Foi um grande erro meu. Se tivesse disputado em Natal, hoje estava eleito”, afirmou.

Decidido a disputar cargos no legislativo, Miguel Mossoró fez questão de detalhar como chegou a um acerto com Robinson Faria para apoia-lo para o cargo de governador. “Já fui candidato duas vezes a deputado e acabei como suplente em 2006. Acertei com Robinson que se ficasse na primeira suplência eu teria o direito de assumir pelo menos dois meses por ano, para sentir o gostinho de ser deputado”, revelou Miguel Mossoró.

O acerto, no entanto, não foi fácil. Miguel Mossoró disse que conversou com outros partidos e discutiu, durante algum tempo, a possibilidade de ir para a disputa com uma chapa “puro sangue”. “Faço tudo de forma bem democrática dentro do partido e alguns queriam a candidatura própria, mas mostrei para eles que era mais interessante ir para a disputa pela Assembleia, porque tínhamos mais chances de conseguir se eleger”, explicou.

O pré-candidato a deputado pelo PTC ficará numa coligação junto ao PSD, PEN, PRB e PRTB. E fez questão de dizer que não tem nada contra o principal adversário, Henrique Eduardo Alves, do PMDB. “Nada contra Henrique, mas várias vezes eu disse que ele nunca seria governador e acho que ele vai perder de novo. Mas se ganhar, tudo bem, não tenho nenhum problema com ele”, garantiu.

Por sinal, Miguel Mossoró afirmou que não é do tipo de político que acusa o outro de ser ladrão. E esse é um ensinamento que ele aprendeu com seu superior, quando ainda era militar. “Eu só peço que o político não dê prejuízo a nação”, explicou.

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