Missa lembra um ano do RN sem José Rufino Júnior

José Rufino Júnior ocupou vários cargos na secretaria de Desenvolvimento Econômico

No período em que ficou à frente da Sedec, 63% dos empregos gerados no Estado eram por meio do Proadi. Foto: Divulgação
No período em que ficou à frente da Sedec, 63% dos empregos gerados no Estado eram por meio do Proadi. Foto: Divulgação

O ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, José Rufino Júnior, morreu na madrugada do dia 22 de dezembro de 2012 em decorrência de um câncer diagnosticado um ano antes de sua morte. Um ano depois, seus muitos amigos dentro e fora da vida pública lembrarão sua memória neste domingo (22).

Secretário-adjunto durante sete anos na Secretaria de Desenvolvimento Econômico durante o governo de Wilma de Faria e em 2011 e diretor do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RN) na gestão do ex-governador Iberê Ferreira, a memória do caicoense voltou a ser evocada pelo deputado estadual Vivaldo Costa (PROS), ao dar entrada na Assembléia Legislativa de um Projeto de Lei  propondo batizar o Distrito Industrial de Caicó com o nome de José Rufino Júnior.

Em recente visita que a governadora Rosalba Ciarlini fez a Caicó voltou a ser debatida a construção do Distrito, uma luta que já se estende por dez anos e é um sonho dos empresários locais.

José Rufino Júnior ocupou vários cargos na secretaria de Desenvolvimento Econômico, durante nove anos, até tornar-se secretário interino da pasta. Nessa posição, atuou em projetos como a construção dos Centros Tecnológicos no Rio Grande do Norte, especialmente o Centro Tecnológico do Queijo, em Currais Novos. E  ficou conhecido também pelos projetos na área de Ciência e Tecnologia, como o Talento Jovem e as Feiras de Negócio no interior do Estado.

Na diretoria do Instituto de Pesos e Medidas  (Ipem), cargo que ocupou em seguida, Rufino teve trabalho reconhecido na sociedade por causa da fiscalização do comércio em todo o Rio Grande do Norte com trabalho nas sedes de Natal e Mossoró.

Engenheiro químico por formação,  José Rufino Júnior exerceu interinamente a Sedec em outubro de 2008, depois que o titular, Marcelo Rosado, deixou a função alegando motivos pessoais. Uma responsabilidade que ele respondeu com muito diálogo e trabalho.

Dono de uma visão ampla da administração e homem de forte espírito público, Rufino sempre se preocupou em participar de ações integradas de governo, mantendo a sinergia de sua pasta com as demais para o cumprimento das metas econômicas.

Ao assumir a Sedec, o mundo vivia o auge da crise imobiliária norte-americana, que respingaria por todas as maiores economias mundiais, entre as quais o Brasil. Com a tranquidade, ele manteve contatos tanto na área industrial como comercial, buscando detectar preocupações e ansios do empresariado e levá-los para dentro da administração.
“É preciso estar sempre em sintonia”, costumava dizer. E o resultado é que muitas reivindicações dos setores produtivos do estado foram atendas nessa época.

Um entusiasta do Proadi – programa de incentivos fiscais – Rufino, sempre que era perguntado a respeito, dizia que a participação das pequenas empresas deveria ser muito maior. “A pequena empresa consome hoje muito pouco do Proadi”, sustentava.

No período em que José Rufino Júnior ocupou a Sedec, 63% dos empregos eram gerados no estado em consequência do Proadi, com uma renúncia fiscal à época em torno de R$ 140 milhões por ano.

Sempre muito informado sobre os principais segmentos econômicos do Estado, do setor têxtil à mineração, passando pelo turismo, agricultura e  pecuária, José Rufino Júnior sempre foi um gestor correto e zeloso, com preocupações muito próximas da eficiência e distantes da vaidade, costumam dizer os amigos mais próximos. Foi de sua época, por exemplo, o início da estrada do Melão, que ajudaria os exportadores a manter a qualidade do seu produto para a exportação.

Um eterno preocupado com a interiorização do desenvolvimento potiguar, Rufino empenhou-se muito no projeto de um distrito industrial para Caicó, não pelo fato de ter nascido lá, mas porque conhecia as potencialidades da região e trabalhou arduamente por esse reconhecimento.

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