A missão ainda inconclusa

No pronunciamento de ontem ao país, via rede de rádio e televisão, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) destacou, com superlativos, conquistas…

No pronunciamento de ontem ao país, via rede de rádio e televisão, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) destacou, com superlativos, conquistas da casa parlamentar que preside.

Seria injusto ignorar o interesse do deputado de melhorar a imagem da Câmara, tão criticada quanto o Senado. Alves avançou no que considera substancial, mas os pleitos das ruas vão além das providências até agora tomadas.

Recordista de mandatos na instituição, ele, mais do que os companheiros de menor vivência, sabe como extirpar as mazelas apontadas pela sociedade e registradas pela mídia – a nacional e, em alguns casos, a estrangeira. Nesse jogo, ele não pode passar batido.

Henrique Eduardo, em catequese para novo período presidencial, tem um ano para indexar ao seu trabalho paradigmas que marquem o futuro próximo do Legislativo.

Por enquanto, é devedor. A aprovação do orçamento impositivo interessa mais aos congressistas do que aos brasileiros sem cumplicidade com colégios eleitorais. E a promessa dele de a Câmara votar, próximo ano, “medidas corajosas (?), como a reforma política”, é apenas alguma coisa.
Em verdade, os cidadãos clamam por moralidade, sobretudo.

 

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Na roda-gigante
Sucessão no Rio de Janeiro.
Tem sido contínuo o sobe e desce das intenções de voto para o governo estadual.

Fosse agora a consulta às urnas, o senador-ministro da Pesca, Marcelo Crivella (foto), fincaria a bandeira do PRB (*) no segundo turno.
O concorrente da final seria o líder do PR na Câmara dos Deputados, Anthony Garotinho, ex-governante fluminense.

(*) O Partido Republicano Brasileiro é ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, controladora da Rede Record (rádio e televisão).

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Fora de controle
A via de mão dupla do cartão de crédito.
Neste ano, exclusa a gastança de dezembro, o uso do dinheiro de plástico pelos brasileiros, no país e no exterior, levou ao endividamento de R$ 135 bilhões.

Informação é do Banco Central.

Por causa dessa situação de risco, especialistas em finanças alertam.
Os devedores devem evitar a opção de pagar o mínimo do valor da fatura, porque “os juros sobre juros levam à insolvência.”

Média anual das taxas extorsivas: 200%.

Topo do sucesso
Fernando Henrique Cardoso não cultiva a modéstia, sabe-se.
Vez por outra, o sociólogo extrapola a linha da vaidade.

Exemplo recente é o livro, já à disposição do público, em que narra as memórias dos oito anos de seu governo: “O improvável presidente do Brasil – Recordações”.
Além dos êxitos administrativos e das conquistas sociais de seu governo, o tucano mergulha na trajetória política do país durante a segunda metade do século passado.

Com prefácio de Bill Clinton, a obra, de 366 páginas, custa R$ 35.

 

- A presidente da República deve voltar a Natal, possivelmente em janeiro. Ela vai inaugurar o estádio onde serão disputados alguns jogos da Copa do Mundo.
- Mês passado, a dívida do governo em títulos no mercado chegou a R$ 2,1 trilhões. É a mais elevada desde o ano 2000.
- Renan Calheiros insiste em caminhar no terreno pantanoso da falta de ética. Ao requisitar avião militar para fazer implante capilar no Recife, o senador-presidente do Congresso Nacional “coroou” o ano do peemedebista alagoano.
- Dia 24 de janeiro, em Davos (Suíça), Dilma Rousseff estreia no Fórum Econômico Mundial.
- Hoje, o PCO (Partido da Causa Operária) entra em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e televisão (20h30 às 20h35).
- Para refletir: “Ninguém nem nada do que está aí me representa” (Rita Lee, cantora brasileira).

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