MITOS E VERDADES DAIS FULÊRAGE DE ÔTRORA…

Minha gente; hoje,  na manhincença o dia, bateu uma sodade sem limite,dais fulêrage do meu tempode rapaizíin… E a peste…

Minha gente; hoje,  na manhincença o dia, bateu uma sodade sem limite,dais fulêrage do meu tempode rapaizíin… E a peste vêicum uma fôrça tão bixiguenta numas cundição, qui o véio Poeta Matuto Cum Nome de Americano; ficô cum uis neurônio qui a cachaça num cumeu; ôxe; a munto mais de mil; vocêis quere vê ?… E m’alembrei de imediato dais rotulação daquêle tempo tão sodôso, in que eu era feliz; sabia e apruveitava o mais qui pudia, daquela felicidade só inzistente nais coisa simpres do dia a dia da década de sessenta… Prá cumêço de cunversa; quem istudasse no Marista; ais malinguage já dizia qui o cabra frequentava a “matinha”; e êsse frequentá a atinha; significava qui quem p’rú lá andasse, ivariávemente entrava na “trocância de canéco”… A matinha,meu povo; era nada mais, nada menos, qui aqueles terrenos onde hoje ficam o Nordestão da Prudente, alguns prédios de apartamentos e aquela parte que dá para o final da Rua Ceará  Mirim… E êsse negócio de “troca de foroboscóite”; era pura lenda; naquela época, prá se falá in cabra qui “dava a bassôra”; era iscundido munto mais qui “ais zurêia dais frêra daquêle tempo”… Quando aparicia uns cabra “corajôso”; dava era na garage dais bicicreta; num era dotô… ? Num vô dizê o nome do sinhô não, se não o sinhô manda me prendê; vôte!… Já quem morava nais cercanias do Baldo, curria à bôca grande; qui quem tumava bãe no Canal do Baldo; tombém “negociava a trazêra”… Pura lenda tombém, qui muleque qui se prezava, jamais guardava um segrêdo dessa invéigadura… E ais doméstica que apóis seus afazêre; iam passiá na Lagoa Manoel Felipe, Cidade “qui já foi dais criança” e na Praça Pedro Velho, levava “mais vara do qui chiquêro de marréca… Tudo isso era mito! Agora pense nais fulêrage qui a gente fazia cum uis vigia da região!… Nuis sabão qui a gente passava nuis tríi duis bonde, mode eles num subí a Ladêra do Baldo; diga-se Av. Rio Branco!… Nais canôa qui a gente alugava a Seu Isaac, lá na Peda do Ruzáro; e no mêi do Ríi a gente pulava e vinha a nado prá o Cáis da Tavares de Lira; se êle quizesse a canoa qui fôsse buscá… E o pobre do Seu Isaac ía, puto da vida… Já êsse é mais genérico; eu custumo dizê qui quem foi muleque lá dento do mato,nuis pé de serra; e dissé qui nunca teve puro menos “um picado de ôi” cum uma jumentinha; eu chamo de MINTIRÔSO…  Lembro como se hoje fôsse, qui no show que fiz cum o sodoso ESPANTA, no Teatro Alberto Maranhão; o sacana no camarim, pidiu modeu eu contá trêis causo de “namoradô de jumenta”… E combinô uma fulêrage cum um amigo seu (lá dêle…) qui tava na platéia. Quando eu contei o terceiro causo, o cabra gritô lá do mêi:
– Tu gostava de uma jumentinha, num era ?
E eu, sem tê o qui fazê; simprirmente arrespostei:
– Eu fui quage noivo de uma!…
E o Teatro Alberto Maranhão só faltou ir abaixo!…

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