Moradores cobram mais segurança no conjunto Pitimbú em Cidade Satélite

Moradores se queixam da "transferência" da 2ª companhia do 5º Batalhão da PM, ao lado da Amocisa, para o bairro de Pirangi

Audiência pública para debater a insegurança em Cidade Satélite foi bastante concorrida e reuniu representantes da Polícia. Foto: José Aldenir
Audiência pública para debater a insegurança em Cidade Satélite foi bastante concorrida e reuniu representantes da Polícia. Foto: José Aldenir

Pessoas assaltadas diariamente na porta de casa, arrombamentos, furto de veículos, homicídios recorrentes e pouco efetivo de militares responsáveis por fazer a segurança do bairro. Essa é a realidade de quem mora no Conjunto Cidade Satélite, zona sul de Natal. A insegurança que ronda a região cresceu nos últimos anos e culminou em uma audiência sobre segurança pública, organizada pela Associação de Moradores da região (Amocisa) juntamente com as autoridades estaduais e locais do setor, além de 250 pessoas residentes, na noite de ontem.

Durante a reunião, moradores se queixaram da “transferência” da 2ª companhia do 5º Batalhão da PM, que fica localizado ao lado da Amocisa, para o bairro de Pirangi. Segundo o comandante do 5º BPM, Major Rodrigues Barreto, há um ano a companhia passou por uma reestruturação nos pontos de passagem de serviço e esse fato gerou na população a crença de que a companhia teria sido transferida do bairro, prejudicando a segurança da região. “Isso foi plantado por alguém. Nós não fechamos companhia, o setor administrativo funciona normalmente, são 43 efetivos e uma viatura, apenas não funciona mais os pontos de passagem de serviço, de policiais que atuam em outros bairros”, esclareceu o major.

Outro problema levantado pela comunidade é a não abertura de um posto policial que foi reformado pelos próprios moradores há um ano e está sem funcionamento ainda. Sobre esses dois problemas o Comandante Geral da PM, coronel Francisco Araújo, afirmou que partir da próxima segunda-feira (24), os pontos de passagem voltarão a ser realizados na companhia do bairro, além da abertura do posto policial. “Nós vamos fazer essa modificação, o batalhão vai receber os pontos de passagem novamente. Além disso, vamos também abrir o posto policial transferindo seis efetivos do setor administrativo para em sistema de plantão fazerem a segurança daquela área. Rádios comunicadores serão instalados em caso de necessidade se pedir reforço policial, uma vêz que infelizmente não podemos disponibilizar viatura para o posto”, anunciou Araújo.

Outra conquista da comunidade foi a realização de barreiras policiais, como também da presença daRonda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e da cavalaria, no bairro. “A população vem se queixando dos assaltos no prolongamento da prudente, onde os bandidos aproveitam para render motoristas e levarem seus veículos. Na tentativa de resolver essa problemática, vamos nos organizar para realizar periodicamente barreiras em locais estratégicos, evitando que isso ocorra”, completou o comandante geral da PM.

Delegacia do Bairro

Quanto à única delegacia de Polícia Civil do bairro, a 11ª DP, 10 policias, um escrivão e um delegado são responsáveis por investigar e elucidar os crimes que compreende o bairro Pitimbú, parte do conjunto San Vale, Planalto e bairro Guarapes. Para o delegado titular, Silvio Fernando, pior do que o número de efetivos está a estrutura física da delegacia. “Nós não acreditamos que o principal problema seja a demanda da área assistida pela delegacia, o que acontece é que nós não temos estrutura. “Na minha delegacia, internet e telefone estão sem funcionar, falta o pagamento do estado de alguns aparelhos, a viatura só tem 50 litros de combustível para fazer sacrifício, além disso, até a troca de óleo do veículo sou eu quem faço com dinheiro do meu próprio bolso, e até hoje ninguém resolveu nada”.

Quanto aos crimes que aconteceram no bairro o delegado afirma que o silêncio da população, além da falta de câmeras de segurança nas ruas e nos estabelecimentos comerciais dificultam o trabalho de investigação. “O que acontece é que os moradores do bairro tem medo de denunciar, se expor e isso dificulta o nosso trabalho. Além disso os comércios e ruas não tem câmeras de segurança, e quando têm estão quebradas ou desligadas. Isso tudo atrapalha, mas nós estamos fazendo o possível e impossível para desvendar esses crimes”, disse.

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