Moradores cobram soluções para a rua Neuza Farache em Capim Macio

Vale lembrar que o logradouro está situado em um dos bairros com IPTU mais elevado na capital potiguar

Carros atolados e grandes  poças d’água são comuns em  via visivelmente abandonada. Foto: José Aldenir
Carros atolados e grandes
poças d’água são comuns em
via visivelmente abandonada. Foto: José Aldenir

Os moradores da rua Neuza Farache, em Capim Macio, zona Sul de Natal, convivem há anos com o problema da falta de estrutura da via. Todos os dias diversos carros ficam presos nas armadilhas provocadas pela areia fofa da rua, que leva os veículos a ficarem atolados. Quando chove, poços d’água em quase toda a extensão da via prejudicam até a passagem dos pedestres. O local está constantemente abandonado. Nem mesmo os serviços de podação e recolhimento dos entulhos são realizados na região.

A saga da Neuza Farache vem de muito tempo. Moradores e pedestres destacam que em 2006 teve início um serviço para a drenagem e esgotamento do local. Os canos foram enterrados de ponta a ponta, mas apenas uma pequena parte da via foi asfaltada, o resto continuou sobre o barro batido. Já em outubro de 2008, outra equipe foi ao local para fazer o mesmo serviço.

Em 2009, outra equipe voltou ao local, e instalou manilhas de um lado da rua. Neste ano, cavaram outra vez e colocaram mais canos. O último registro relato por Maria das Dores, que reside há mais de 50 anos na mesma casa, foi no mês de outubro. Ela conta que as obras de drenagem foram finalizadas, mas as condições estruturais da rua continuam sendo um grande problema.

“Nós tivemos que construir um muro ao redor da nossa casa, pois quando chovia entrava água em todos os compartimentos. Estou vendo a hora a gente ter também, com as nossas próprias mãos, que asfaltar essa rua. É uma vergonha esse abandono que sofremos aqui. E olhe que nós pagamos caro à Prefeitura”, disse.

Segundo Maria, nem mesmo a limpeza dos canteiros é realizada. “Nem varrição nós temos aqui, pelo menos para diminuir essa sujeira provocada por folhas mortas e galhos secos. Não entendo o porquê disso. Será que a má vontade dos nossos gestores é tamanha a esse ponto?”, questionou.

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