Moradores de Ponta Negra sofrem com mosquitos e temem a dengue

Lagoa de captação é usada como depósito de lixo, o que favorece o surgimento de focos do Aedes aegypti

Foto: Wellington Rocha
Foto: Wellington Rocha

Moradores do conjunto Ponta Negra, na zona Sul de Natal, estão assustados com a grande quantidade de muriçocas que invadiram as residências da área nas últimas seis semanas e temem que os insetos possam transmitir doenças. Eles reclamam que, quando conseguem fazer contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município, são informados que não há equipamentos ou inseticidas para combater a praga. Uma moradora e sua mãe, idosa, já foram internadas com suspeitas de dengue.

Segundo o morador Fernando Araújo, a situação é insustentável e os insetos atacam as pessoas a qualquer hora do dia. Para se protegerem, precisam usar repelentes, ventiladores, deixar as luzes acesas em locais escuros e até uma raquete elétrica para matar os mosquitos. Ele disse também que não consegue estabelecer contato com o CCZ desde o final do mês passado, quando fez a última solicitação de visita.

“Todos os dias eu ligo para os dois números disponíveis do órgão, mas não consigo falar com ninguém. Enquanto isso, somos atacados diariamente pelos mosquitos e fazendo o possível para nos defendermos, porque temos medo de que eles possam transmitir alguma doença, como a dengue. É tanto inseto que até durante o dia podemos encontrá-los dentro de casa”, desabafou.

A mesma situação é vivida pela dona de casa Elenilde Fernandes, que conseguiu receber a visita de uma equipe do CCZ na tarde de quarta-feira (09), após vários dias de tentativas frustradas. Ela disse que até mesmo sua mãe, que mora no terceiro andar de um edifício a poucos metros da sua casa, sofre com o excesso de mosquitos e muriçocas.

“Usamos venenos, aerosol e outras substâncias para tentar matar os insetos, mas é tanto que não dá vencimento. A nossa situação é terrível e não adianta só visitar as casas, mas tem que procurar o foco dos mosquitos para eliminá-los de uma vez, porque somente assim é que teremos um combate eficaz. E o problema é só nessa área, porque minha cunhada mora em outra parte de Ponta Negra e lá não tem muriçoca”, afirmou.

Próximo às residências afetadas, uma lagoa de captação é usada por muitos como depósito de lixos, o que favorece o surgimento de novos focos de mosquitos e, consequentemente, criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue e tão temidos pelos moradores. No local, além do lixo, há muito mato e plantas altas, que também podem esconder os insetos.

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