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Moradores de São Gonçalo protestam contra insegurança

Data: 20 março 2013 - Hora: 14:53 - Por: Portal JH

Moradores e comerciantes do distrito de Santo Antônio do Potengi, no município de São Gonçalo do Amarante, Região Metropolitana de Natal, protestaram hoje contra a violência e a insegurança em que vivem no local. Relatos de assaltos a mão armada, invasões e arrombamentos a residências e estabelecimentos comerciais são comuns e uma das principais reivindicações da sociedade é a reabertura do posto policial na área, com policiamento ostensivo.

Dezenas de pessoas se reuniram, na manhã de ontem, para cobrar das autoridades públicas uma maior atenção à questão da Segurança Pública, que, para o estudante Adeildo Hudson, é ineficiente no distrito. Ele disse que os assaltos são constantes no local e que, até mesmo as igrejas não são poupadas pelos criminosos, que agem a qualquer hora do dia ou da noite.

Um exemplo é o prédio da igreja católica de Santo Antônio do Potengi, que já foi atacada quatro vezes desde o ano passado. Duas delas somente neste ano, conforme explicou o presidente da Associação de Moradores do distrito, Clésio Pontes. Ele mesmo já foi vítima de assaltantes, que tomaram a sua motocicleta há quatro meses.

“Estamos abandonados à própria sorte, sem policiamento, sem proteção, entregues nas mãos dos bandidos, que agem livremente porque estão certos da impunidade. Eu mesmo já fui assaltado várias vezes e, na última, dois homens armados encostaram um revólver na minha cabeça e me obrigaram a entregar a minha moto”, disse Clésio.

Ele disse ainda que já foi pedido o retorno do posto policial no local há vários meses, mas a reivindicação não foi atendida e, por isso, eles resolveram se mobilizar às margens da BR-406, para chamar a atenção das pessoas para o fato. “Se não nos unirmos contra essa insegurança toda em que vivemos, ninguém nos ajudará”, disse.

Para Adeildo, a reativação do posto policial traria um pouco mais de segurança a todos e inibiria a ação dos bandidos. “Essa unidade foi fechada há muito tempo e, desde então, a situação só tem piorado, com o aumento dos casos de roubos e arrombamentos a casas e comércios. A situação está crítica, insustentável mesmo”, desabafou o estudante.

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