Moradores do Satélite cobram adequações no prolongamento da Prudente

Protesto de hoje causou congestionamento entre as Avenidas xavantes e Omar O`Grady

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Alessandra Bernardo

Repórter

Falta de iluminação pública, sinalização de trânsito, passarelas, acostamentos e policiamento ostensivo. Esses foram os motivos alegados pelos moradores do conjunto Cidade Satélite, na zona Sul de Natal, durante o protesto realizado na manhã desta quarta-feira (14), no trecho do prolongamento da Prudente de Morais, entre os cruzamentos das Avenidas dos Xavantes e a Omar O’Grady, quando o tráfego de veículos foi interrompido temporariamente. Eles relatam medo de assaltos e acidentes na via, que possui 4,2 quilômetros de extensão entre os municípios de Natal e Parnamirim. A mobilização durou cerca de uma hora e causou um imenso congestionamento no local.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores de Cidade Satélite (Amocisa), Anízio Barbosa, a liberação de uma das faixas do prolongamento, feita na última segunda-feira (12) pelo Governo do Estado, sem sinalização e iluminação, é uma prova do descaso do executivo com a população, principalmente com os moradores do conjunto. “A entrega dessa faixa da via nestas condições é uma total irresponsabilidade e descaso, porque todos sabem os riscos de acidente e de assaltos que os motoristas que trafegam pelo local, e os moradores do conjunto, sofrem. Durante a noite, não dá para enxergar nada na pista, é preciso andar colado no meio-fio para evitar uma colisão com um veículo que venha na contramão”, explicou Anízio.

Ele disse ainda que não acredita que a segunda faixa e a sinalização da via sejam concluídas em duas semanas, conforme prometido pela governadora Rosalba Ciarlini no início da semana. E que, na última conversa com o diretor geral do Departamento Estadual de Estrada e Rodagens (DER), Demétrio Torres, há cerca de um mês, este teria demonstrado descaso com a situação. “Na ocasião, ele disse que não existia projeto ou autorização para o funcionamento do prolongamento e que não sabia o que seria feito para diminuir os problemas que os moradores de Cidade Satélite estavam enfrentando com a demora na entrega da obra”, afirmou Anízio.

Moradores pedem adequações urgentes

Mesmo com o transtorno causado pelo fechamento do trecho durante o protesto, os moradores se mostraram favoráveis à ação e aproveitaram para reivindicar urgentemente as adequações na via, principalmente no entorno da rotatória que liga a Avenida dos Xavantes e o prolongamento, até o bairro de Emaús, em Parnamirim.

“Queremos que a obra seja entregue por completo e não pela metade, como foi feito. Se já demorou tantos anos para concluir essa obra, podia entregá-la completa, com todos os requisitos necessários para o pleno funcionamento da via, que, com certeza, vai melhorar muito o fluxo de veículos entre os dois municípios”, afirmou o morador Francisco Guedes.

Para Alberto Alves, a entrega da faixa da forma que foi feita é um ato de irresponsabilidade e descaso com a segurança da população. “É uma total irresponsabilidade do poder público. Como é que se entrega uma obra sem, ao menos, a sinalização horizontal e iluminação pública, que são essenciais para garantir a segurança dos motoristas e dos pedestres que transitam pelo local, porque até a calçada precisa de adequações para que as pessoas possam caminhar pela via”, enfatizou.

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