Moradores e comerciantes reclamam de demora em obra

Mas, enquanto o local está interditado, comerciantes reclamam de transtornos e prejuízos financeiros. Foto: Wellington Rocha
A troca da antiga tubulação de manilha, feita de barro, por uma nova rede de esgotos com tubos de PVC na rua Régulo Tinoco, no Barro Vermelho, terá sua primeira etapa concluída na próxima segunda-feira (11), segundo a assessoria da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). O trecho de 350 metros, que inicia na avenida Alexandrino de Alencar e termina na rua Felipe Guerra, está interditado para receber investimentos da ordem de R$ 380 mil. A segunda etapa, esta mais longa (508 metros), tem a conclusão prevista para abril.
Apesar dos benefícios que a obra deixará quanto a possíveis vazamentos na tubulação, agora com material mais resistente, comerciantes da região reclamam da demora em liberar o fluxo de automóveis e concluir a pavimentação da rua. Luciano Alves, dono de um pequeno mercado diante uma escola particular, diz que pegou empréstimo bancário para quitar as contas do último mês. “Falei com o responsável e ele disse que tirariam as manilhas amanhã. Fevereiro foi péssimo, tive mais de 40% de prejuízo. Eu tenho uma conveniência, mas sem passar carro na rua, não vem ninguém. Só os moradores vizinhos, que chegam a pé”.
A informação desencontrada sobre a retirada das manilhas que fecham a rua para evitar que condutores transitem na via recapeada com asfalto novo é confirmada por Uberlan Martins, técnico de obras da Caern e chefe da equipe de 11 profissionais lotados na rua Régulo Tinôco (pedreiros, serventes, encanadores, encarregado de obra, operador de máquina). “Até sábado vai ficar pronto. Essa é nossa previsão para a conclusão da obra e a retirada das manilhas”. Os trabalhos concentram-se nas imediações da rua Adauto Câmara, penúltimo logradouro antes do ponto final.
Para Maxwell Barbosa, gerente de uma loja de carros, a perda financeira decorrente da obra está embutida na tradição de vender pouco nos primeiros meses do ano. “Mas, mesmo assim, sinto que vem menos cliente. Uso o espaço como estacionamento, pois na Alexandrino é mais movimentado. Falaram que iam tirar a manilha quando chegasse na outra rua [a Adauto Câmara]. Isso foi a cinco, seis dias atrás. E até agora nada”.
Transtornos urbanos são comuns durante obras públicas. O técnico em eletrônica, Silvério Francelo de Oliveira, entende que é um sacrifício momentâneo, com o lucro garantido para o futuro. Morador da rua Adalto Câmara, ele reclama do aumento do fluxo em seu tranquilo endereço. “Sem contar o cheiro de piche, que é insuportável. Tem dias também que mal consigo sair de casa, com tanto carro parado aqui na frente. Tomara que terminem logo, porque a situação já está no limite”.
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