Moradores tensos com desmoronamento de barreira em Parnamirim

Temor é que erosão aumente a cratera e atinja residências próximas. Prefeitura fará reparo depois do período de chuvas

Foto: José Aldenir
Foto: José Aldenir

Para alguns ela tem sido a salvação, para outros, preocupação. Uma parede da lagoa de captação auxiliar, localizada na Rua Adailson Pamplona de Menezes em Nova Parnamirim, desmoronou. A falta de paredes devidamente estruturadas é o que mais preocupa os moradores. Por outro lado, a lagoa tem evitado que os alagamentos sejam mais prejudiciais. A Prefeitura de Parnamirim espera o período de chuvas passar para recuperar a lagoa.

O receio é maior para os moradores da Rua Poços de Caldas. A rua é separada da lagoa por uma área verde com morros. O medo é que a erosão aumente a circunferência da lagoa de tal forma que alcance a via. “Realmente é muito preocupante vir puxando a areia do morro e chegar até a rua”, disse Geane Nascimento, auxiliar de teste e moradora da Poços de Caldas.

Para outra moradora Edilene Solon da Silva falta vontade política. “Aqui está faltando que os políticos tomem de conta. Tá faltando autoridade”, opinou. Mas para outras pessoas, a lagoa de captação tem livrado de muitos alagamentos.

Pelo menos é essa a opinião do comerciante Robson Firmino de Oliveira, vizinho da lagoa principal e da auxiliar. Segundo ele, as enchentes não prejudicam mais como no passado, quando não havia a lagoa de captação inacabada. “Essa lagoa improvisada recebe a água dessa outra porque eles fizeram uma canalização. Isso aí está sendo a salvação da gente. Se não fosse esse buraco já tinha perdido tudo”, declarou o dono de mercadinho.

Ainda de acordo com Robson Oliveira, há cerca de quatro anos houve um grande alagamento em que a força da água abriu uma cratera no meio da rua. “Chegou a engolir uma máquina. Entrou água aqui mas foi porque uma caminhonete inventou de passar na rua e formou uma onda. Mas não perdi nada, só ficou tudo molhado”, disse.

O comerciante informou também que antes de haver essa lagoa auxiliar, havia uma bomba na lagoa principal, mas que não resolvia o problema. “Às vezes, eles chegavam até três horas depois de começar a chuva. E aqui é só dar uma chuva de 15 minutos para encher”, contou.

Mesmo com o suporte de duas lagoas, a região na avenida Aníbal Brandão ficou alagada nas chuvas que atingiram a Grande Natal nos dias 13, 14 e 15 de junho deste ano. “Realmente foi muita chuva, mas seria pior se não tivesse”, analisou o comerciante.

Conforme o secretário de obras de Parnamirim, Naur Ferreira, “a população pode ficar tranquila, porque nós estamos só esperando o solo se firmar para fazer a recuperação”. Esse processo só acontece com o fim das chuvas.

Ainda de acordo com o secretário de obras, a implantação de paredes de contenção na estrutura não é o mais indicado para esse tipo de lagoa. “Não precisa porque na hora que a gente coloca parede, diminui a infiltração da água. A gente também já tem um projeto de interligar aquela lagoa ao sistema de drenagem”, informou. O projeto também está previsto para ser iniciado depois do período chuvoso do meio do ano.

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