MST apresenta carta com onze reivindicações a presidente

Integrantes criticam programas sociais apresentados pela presidente

Dilma recebe cesta com produtos feitos pelo MST. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma recebe cesta com produtos feitos pelo MST. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) se reúnem na manhã desta quinta-feira (13), no Palácio do Planalto, com a presidente Dilma Rousseff. Antes da reunião, líderes do movimento elaboraram uma carta com 11 itens que deverá ser entregue aos integrantes do governo.

Também participam do encontro no Palácio o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho e o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Pepe Vargas. No início do encontro, foi entregue à presidente uma cesta com produtos produzidos pelo Movimento.

No documento elaborado pelos líderes do MST, eles defendem a necessidade urgente de fazer mudanças nas políticas agrárias do governo.

— O governo foi incapaz de resolver esse grave problema social e político. A média de famílias assentadas por desapropriações foi de apenas 13 mil por ano, a menor média após os governos da ditadura militar. É necessário assentar, imediatamente, todas as famílias acampadas.

Os líderes do movimento também criticam a burocracia que enfrentam ao ingressarem em programas como o Programa Aquisição de Alimentos (PAA) e no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PENAE).

— Esses programas só atingiram 5% das famílias camponesas. É necessário que o governo aumente os recursos para esses programas, desburocratize e amplie para o maior numero possível de municípios do Brasil.

Há também queixas em relação ao plano nacional de agroecologia lançado pela presidente Dilma em outubro do ano passado.

— Esse plano continua na gaveta, sem recursos e sem programas efetivos. E, do outro lado, o Ministério da Agricultura afronta a Anvisa, ao liberar o uso de venenos agrícolas ainda mais perigosos para o meio ambiente e sobretudo para a saúde das pessoas.

Em outro trecho do documento integrantes do MST reivindicam “mudanças profundas na forma do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) funcionar”. “É necessário e urgente contratar servidores, qualificá-los para a função especifica da Reforma Agrária e locar recursos suficientes para uma Reforma Agrária massiva”.

Desde a última segunda-feira (10), cerca de 16 mil integrantes do movimento se reúnem no VI Congresso Nacional do MST, realizado em Brasília. Na quarta-feira (12), a manifestação do movimento terminou em confronto com a PM em frente ao Palácio do Planalto. Ao todo, 30 policiais e 2 sem-terra ficaram feridos. De acordo com a Polícia Militar, 8 policiais sofreram ferimentos graves e um militante do movimento foi detido.

 

Fonte: R7

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