Mudos, italianos demoram 2 horas para deixar Arena das Dunas após queda

Atletas saíram mudos e não quiseram dar explicações

Balotelli, que teve partida decepcionante contra o Uruguai, foi um dos jogadores italianos que estava mais desolados após a eliminação. Foto: Divulgação
Balotelli, que teve partida decepcionante contra o Uruguai, foi um dos jogadores italianos que estava mais desolados após a eliminação. Foto: Divulgação

A desolação pela eliminação precoce da seleção italiana na Copa do Mundo de 2014 era transparente no rosto de todos os jogadores depois da derrota diante do Uruguai, por 1 a 0, na Arena das Dunas, em Natal, nesta terça-feira. Os jogadores ficaram trancados no vestiário por mais de duas horas após o fim da partida.

Eles tomaram a decisão de deixar o estádio juntos e esperaram o meia Andrea Pirlo passar pelo exame antidoping para sair do local. O único que ameaçou sair antes da hora foi Mario Balotelli. Cerca de meia hora após o término do jogo, ele passou pelos jornalistas que aguardavam uma declaração dos jogadores. Com fone de ouvido e boné, ele ignorou todos os pedidos de entrevista. Uma jornalista italiana chegou quase a suplicar por uma palavra do atacante, sem resposta positiva.

Curiosamente, após se dirigir ao ônibus, Balotelli voltou ao vestiário e saiu junto dos demais jogadores pela zona onde estava a imprensa pela segunda vez. A atitude causou surpresa nos jornalistas, que não entenderam a situação.

Saindo em fila, quase todos atletas saíram mudos, sem responder as perguntas feitas pela mídia, nem mesmo Pirlo que já declarou estar disputando sua última Copa do Mundo. O único que aceitou falar foi o capitão Buffon. Eleito melhor da partida, ele criticou a expulsão de Marchisio, mas disse que isso não era motivo para explicar a derrota.

“Infelizmente houve uma expulsão inventada pelo juiz, mas não podemos colocar isso como desculpa para a eliminação. Tiveram mais coisas erradas e agora nos resta lamentar”, afirmou o goleiro. A eliminação precoce, assim como já havia acontecido na Copa do Mundo de 2010, causou estragos imediatos na seleção italiana.

Depois da partida, tanto o técnico Cesare Prandelli como o presidente da Federação Italiana de Futebol, Giancarlo Abe, anunciaram que estavam pedindo demissão dos seus respectivos cargos. “Eu falei com o presidente da federação (Giancarlo Abe) e com Demetrio Albertini (chefe da delegação) e pedi demissão. O projeto técnico não funcionou e eu assumo toda a responsabilidade por isso. Algo mudou desde que meu contrato foi renovado. Eu não sei o porquê. Eu escolhi certo plano técnico e é por isso que estou pedindo demissão, porque ele não funcionou. Minha decisão é irrevogável”, afirmou o técnico depois da derrota.
Fonte: Terra
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