Mulheres potiguares serão capacitadas para atuar na área da construção civil

Programa visa a inserção e qualificação profissional no Rio Grande do Norte

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Setecentas e vinte mulheres de Natal serão qualificadas profissionalmente para trabalharem na indústria da construção civil do Estado, por meio dos cursos oferecidos pelo projeto “Mulheres: Mãos que Constroem”, feito pela Prefeitura Municipal em parceria com o Governo Federal. Com um investimento de R$ 518 mil, a ação foi lançada nesta quinta-feira (04) e visa inserir um maior número de mulheres no mercado de trabalho, oferecendo novas opções de colocação profissional e renda para elas e mão de obra mais detalhista e primorosa às empresas.

Segundo o prefeito de Natal, Carlos Eduardo, serão oferecidos os cursos de eletricista instaladora residencial, pedreira de revestimento argamassa e cerâmica, encanadora predial e pintora de obras para as inscritas e as aulas começam na próxima segunda-feira (08), para as primeiras turmas. E que o projeto é uma forma de atender às necessidades do mercado atual, que é carente de mão de obra cuidadosa, característica essencialmente feminina, em funções antes dominadas pelos homens.

“O melhor projeto social para a cidade é a geração de emprego e renda, que traz dignidade às pessoas. Sofremos com um alto índice de desemprego e a forma mais segura de diminuir isso é com a qualificação profissional. A pesquisa do mercado, outra ação dentro do programa, também é importante para sabermos quais as principais demandas existentes”, disse.

A secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres (Semul), Aparecida França, disse que o eixo principal é conferir igualdade de gênero e autonomia financeira às mulheres, que representam hoje cerca de 53% dos 870 mil habitantes de Natal. E que a inserção das mulheres no mercado da construção civil vai atender ainda a lei municipal nº 330/2011, que define a obrigatoriedade das empresas que operam com obras públicas a ter 10% do seu quadro de funcionários composto por mulheres.

“Os cursos, que terão duração de 200 horas, terá uma metodologia predominantemente prática e participativa, com 80% das aulas em campo e 20% teóricas, mais estágio e visitas a canteiros de obras da Capital. Também serão abordadas questões de gênero e cidadania, relações de gênero, sexualidade e saúde reprodutiva e meio ambiente”, explicou.

Para o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Marcelo Rosado, as mulheres fazem diferença nos acabamentos de obras e é isso também que se busca com as capacitações. “Encontramos relatos de falta de um bom acabamento em obras caras, porque hoje vivemos em trabalho por produção e não por um resultado bem feito, que é o que vemos nas atividades realizadas por mulheres. E é isso também que buscamos, qualificando a mulher para as empresas e dando a elas uma forma de ajudar a sua família, que também é beneficiada”, afirmou.

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