MURO

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, continua em cima do muro em relação ao pleito majoritário de 2014. O filho…

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo, continua em cima do muro em relação ao pleito majoritário de 2014. O filho de Agnelo afirmou ontem, em entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, que o PDT não tem pressa na definição da chapa que vai apoiar na sucessão de Rosalba.

DÚVIDA

A dúvida de Carlos Eduardo reside no fato de a escolha levará em consideração o passado, o presente e o futuro. Em relação ao passado, o filho de Agnelo tem dívidas políticas a quitar com reciprocidade em relação a Robinson Faria e Fátima Bezerra.

PASSADO

Robinson Faria foi aliado de primeira hora de Carlos Eduardo; compôs o palanque e cedeu tempo de TV e rádio para a campanha do prefeito. Fátima Bezerra decidiu apoiar o filho de Agnelo no segundo turno antes mesmo da decisão oficial do PT de Natal. Ambos disputam cargos majoritários e esperam o apoio do prefeito.

PASSADO II

A outra chapa que está se formando tem Wilma de Faria e um suposto candidato do PMDB. Quanto a Wilma, a mãe de Lauro foi importante para a vitória do prefeito, já que poderia ter sido candidata contra ele, o que dificultaria a disputa. Desistiu e aceitou ser vice em sua chapa. Tem crédito junto ao prefeito, mas não houve compromisso em relação a futuras eleições.

PASSADO III

Apoiar um candidato do PMDB é extremamente desconfortável para Carlos Eduardo. Afinal, o partido lutou pela inelegibilidade do então candidato Carlos Eduardo e houve até pressões no meio jurídico para que o filho de Agnelo não disputasse a eleição. Durante a campanha, o PMDB, comandado por Henrique Alves, bateu pesado em Carlos Eduardo. Compartilhar o mesmo palanque tão recente, pode provocar certa resistência do eleitorado.

AJUDA

Portanto, Carlos Eduardo estará diante do apoio a aliados ou a adversários. Quanto ao presente, o prefeito afirma que o PMDB tem ajudado Natal. Correto. Verdadeiro. Porém, a ajuda que vem pelas mãos do PMDB é do Governo do PT; e o PMDB não ajuda a atual gestão de forma especial; já fez isso com Micarla e com Rosalba.

FAMÍLIA

Embora haja certa animosidade entre os primos Henrique Alves e Carlos Eduardo, a ajuda do filho de Aluízio ao filho de Agnelo serviu para restabelecer relações familiares rompidas por questões políticas. Mas Carlos Eduardo já deu provas de que não quer ser liderado de Henrique na política. Foi convidado a se filiar ao PMDB e não aceitou para não deixar o PDT que comanda, para ser comandado pelo primo. Preferiu o risco da derrota altiva à facilidade de uma possível vitória sob subserviência.

DECISÃO

Caso o prefeito Carlos Eduardo tenha que decidir entre Robinson e Fátima e Henrique e Wilma, puramente pelo aspecto local do passado e do presente, seria mais fácil optar pela solidariedade aos que estiveram com ele na dificuldade da disputa. Mas não é tão fácil assim. Um não ao PMDB tem um peso grande, inclusive familiar. Portanto, a decisão do prefeito poderá levar em consideração algo maior; bem maior e mais longe: Brasília.

DECISÃO II

O prefeito Carlos Eduardo poderá levar em consideração em que palanque vai estar a presidente Dilma Rousseff. Se a amiga de Lula tomar partido na eleição do RN pelo seu partido, o prefeito fica com ela e com seus candidatos. Caso contrário, se a postura do PT nacional for igual a da campanha de Mineiro, o filho de Agnelo fica com Henrique e com quem o PMDB estiver, mesmo que tenha que ser ingrato com seus aliados.

SUPLENTE

O empresário Marcelo Queiroz, da Fecomércio, foi novamente citado pelo prefeito Carlos Eduardo como bom nome para ser suplente de senador na eleição de outubro.

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