Na Globo, Aécio diz que Dilma perderá, seja para ele ou Marina

Aécio Neves renovou sua convicção em uma virada no jogo eleitoral

Foto: Divulgação
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O ‘Jornal da Globo’ encerrou com Aécio Neves (PSDB), na noite de quarta-feira (3), a série de entrevistas com os principais presidenciáveis.

Na verdade foram sabatinados apenas o candidato tucano e Marina Silva, do PSB. A presidente Dilma Rousseff (PT) cancelou sua participação — e foi criticada no ar pelos apresentadores William Waack e Christiane Pelajo (leia post sobre o assunto clicando AQUI).

O ‘JG’ não convidou os demais oito candidatos à Presidência. Nem mesmo aqueles com mais visibilidade e que marcaram presença nos debates até aqui realizados, como Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB) e Pastor Everaldo (PSC).

Os primeiros quatro minutos da entrevista com Aécio Neves foram usados para confrontá-lo sobre a queda nas pesquisas de intenção de voto e a possibilidade real de ficar fora do segundo turno.

William Waack: “Candidato, pela primeira vez em 20 anos o seu partido, o PSDB, corre o risco de não chegar ao segundo turno em uma disputa presidencial. Em que falhou o seu discurso de oposição?”

A resposta do mineiro foi longa. Duas frases se destacaram: “Eu continuo extremamente confiante no projeto que nós temos para o Brasil, porque é melhor para o Brasil” e “Eu acho que no momento da eleição nós estaremos no segundo turno”.

Waack e Pelajo não se convenceram com as respostas do candidato e insistiram no tema. O apresentador questionou: “O senhor não conseguiu capturar isso que se detecta no eleitorado, esse sentimento generalizado de mudança?”

Aécio cedeu: “Olha, reconheço que hoje nós não temos uma situação tão confortável como tínhamos 30 dias atrás. Mas o quadro mudou, a candidata (Marina Silva) é outra”.

Ainda na mesma resposta, ele decretou a derrota de Dilma Rousseff, independentemente do adversário que ela enfrentará no segundo turno: “Na minha avaliação, a atual presidente da República perderá as eleições. Perderá pelo conjunto da obra, pelos inúmeros equívocos do seu governo, pelo quadro extremamente perverso do ponto de vista econômico, que ela deixará ao seu sucessor”.

“Mas candidato, o senhor não respondeu a pergunta do William. Como é que o senhor explica o fato de outro partido (o PSB de Marina Silva) ter se apropriado desse desejo de mudança que a gente viu em pesquisas?”, replicou Christiane Pelajo.

O tucano manteve o otimismo: “Eu espero que no dia da eleição nós sejamos a mudança verdadeira”. Em seguida, ele voltou a cutucar Dilma Rousseff ao afirmar que “o Brasil comprou um bilhete falsificado de loteria”.

Sobrou também para Marina Silva que, na opinião do senador, teria “propostas absolutamente inexequíveis” que resultariam em “grande frustração à sociedade brasileira”.

William Waack passou a perguntar sobre economia. Outras pautas foram abordadas. Entre elas, o projeto de aumentar o ganho real do salário dos aposentados e possíveis mudanças nas regras do seguro-desemprego.

Diante da inabalável postura positiva de Aécio ao comentar a gravidade dos problemas do país, em certo momento da conversa o apresentador provocou: “Eu lhe cobro o realismo das suas promessas, diante do próprio quadro que o senhor descreve”.

Christiane Pelajo não foi menos incisiva: “Candidato, o senhor cobra de adversários do senhor sempre coisas mais concretas, programas mais concretos, criações mais concretas, mas o senhor não está apresentando aqui para gente ações concretas”.

A entrevista, com duração de 23 minutos, foi assim: um pingue-pongue de perguntas contundentes e respostas esperançosas, sem detalhar o que efetivamente seria feito. Na segunda-feira (1), Marina Silva também deu show de teoria, não declarando como seriam executadas as tais mudanças prometidas.

Ao final, Aécio Neves renovou sua convicção em uma virada no jogo eleitoral: “O Brasil não pode caminhar de frustração em frustração. Por isso, eu tenho muita confiança que, na hora certa, no dia 5 de outubro, nós estaremos no segundo turno”.

Fonte: Terra

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