Na intenção de abocanhar reajuste de 200%, agentes penitenciários iniciam greve

Categoria está mantendo somente os serviços essenciais para o funcionamento das unidades prisionais

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Como já tinham indicado no início da semana, os agentes penitenciários do Rio Grande do Norte entraram em greve neste sábado (31). A categoria reivindica junto ao Governo o envio do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e o Estatuto para votação na Assembleia Legislativa (AL).

“Nós já dialogamos com o Governo há algum tempo para que a nossa categoria seja valorizada. E a valorização viria com essa proposta que nós apresentamos. Infelizmente, parece que a prioridade do Governo do Estado é a Copa do Mundo e não a segurança pública e o sistema penitenciário do RN. Esse processo vem se arrastando desde 2011 e, agora, na reta final, está sendo protelado nas secretarias”, afirmou VIlma Batista, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Rio Grande do Norte (Sindasp-RN).

O titular da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc), Júlio César Queiroz, afirmou que o processo da proposta dos agentes entrou em trâmite apenas em 28 de março de 2014 e que por isso ainda está sendo discutido. “Como existem muitos pontos para serem analisados nesse processo, isso leva um tempo para ser discutido. Além disso, o plano consta um aumento de 200% em algumas situações. Um salário que é de R$ 3.200, passaria a ser de R$ 9.500. Hoje o salário dos agentes do RN é o 7º do Brasil, com esse aumento ele passaria a ser o 1º disparado, passando inclusive do Distrito Federal. Então esse pedido é algo inexequível. O Estado não tem como arcar”, destacou.

O Sindasp alega que o processo está em trâmite desde janeiro e que o Plano ainda não foi analisado por falta de compromisso do Governo. Sem acordo entre as partes, o Governo deve pedir na justiça a ilegalidade da paralisação. “O Governo não é contra o Plano de Cargos e Carreiras, muito pelo contrário. Eu acho a pauta muito justa, mas só vamos negociar com situações dentro da realidade financeira atual do Estado. Se o sindicato continuar exigindo esses termos que foram apresentados, com o montante exigido, não vamos ter como achar uma solução. Caso a paralisação realmente ocorra, nós vamos atrás dos meios legais para evitar a paralisação. Se for necessário nós vamos entrar na Justiça para solucionar esse problema”.

Durante a greve dos agentes penitenciários, o sindicato afirmou que a categoria está mantendo somente os serviços essenciais para o funcionamento das unidades prisionais, respeitando o efetivo de 30% trabalhando.

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