Na marca do pênalti

Depois de Datafolha (próxima semana, faz pesquisa pluralíssima), Ibope, MDM e Vox Populi, um levantamento desperta preocupação (no governo) e…

Depois de Datafolha (próxima semana, faz pesquisa pluralíssima), Ibope, MDM e Vox Populi, um levantamento desperta preocupação (no governo) e otimismo (na oposição). Trata-se da sondagem assinada pelo instituto Sensus. O resultado começou a ser comentado ontem à noite. A confirmação dos números chegou com o amanhecer deste sábado.

A presidente da República está na frente no quesito intenção de voto. Quando se compara com índices de fevereiro e março, merece a qualificação ‘expressiva’ a queda na maioria sobre os desafiantes.

No trabalho de Sensus (*), Dilma Rousseff (PT) tem 35% das intenções de voto. Na sequência, Aécio Neves (PSDB), 23,7% e Eduardo Campos (PSB), 11%. O birô da coluna não tem informação a respeito dos números referentes aos postulantes com menor densidade eleitoral.

O capítulo ‘rejeição’ é altamente desfavorável à recandidata ao Palácio do Planalto.

Resposta ao ‘não voto de jeito nenhum em':

1. Dilma – 42%;

2. Eduardo – 35,1%;

3. Aécio – 31,1%.

(*) Foram entrevistadas duas mil pessoas em 24 das 27 unidades federativas.

Reflexo da hora

Direto do XIV Encontro Nacional do PT, ontem, na capital paulista.

Lula da Silva (foto) falou aos companheiros de pouca fé no que ouviram:

“Precisamos parar de imaginar que existe outro candidato que não seja a Dilma, nesse partido.”

Direto ao ponto

Troca de elogios e críticas na terra de todas as cores e todos os credos.

Participantes de encontro ontem, na Bahia, com empresários de elevado percentual no PIB (Produto Interno Bruto) do país, Aécio Neves e Eduardo Campos mostraram-se irmanados na campanha da oposição pela conquista do poder nacional.

Marina Silva, a provável vice de Campos, não aderiu aos afagos.

A fundadora do partido Rede Sustentabilidade, ainda sem registro, junta na “velha política” tanto o PSDB de Neves quanto o PT de Dilma.

Declaração da senhora Silva:

“Eu e Eduardo somos uma alternativa e queremos mostrar que é possível fazer uma renovação no Brasil.”

O troco do tucano foi uma cantada manhosa:

“Não vejo como, a partir do próximo ano, não estaremos eu, Eduardo e Marina no mesmo projeto nacional.”

– Nem no PMDB, do qual é um dos grão-duques, o alagoano Renan Calheiros tem apoio majoritário para se reeleger presidente do Senado e, portanto, do Congresso Nacional.

– Indelicadeza do comandante nacional do PT, Rui Falcão: “Dá indigestão a mistura tapioca e açaí.” Referia-se à chapa Eduardo Campos, pernambucano, e Maria Silva, acriana.

– Chega ao leitor o livro ‘Carlos Lacerda: Cartas 1933-1976′. Após a morte de Cláudio Mello e Souza, que teve a iniciativa da pesquisa, o trabalho foi concluído por Eduardo Coelho. São textos esplêndidos do político e intelectual amado e odiado, talvez na mesma proporção.

– De um petista que descrê da ajuda de Michel Temer como vice de Dilma Rousseff: “Ele dá à Presidente um suporte de elegância. Votos ele não os tem.”

– Um protesto bastante esquisito. Na eleição suplementar para a prefeitura de Mossoró, amanhã, o DEM decidiu pela neutralidade. O ex-PFL foi a maior legenda política no município.

– A crise obriga o brasileiro a cultivar a cautela. Ele trocou o consumismo pela quitação das dívidas em atraso. A observação é do departamento de análise da Confederação Nacional de Diretores Lojistas.

– É cedo para se avaliar o embate para o governo potiguar. Henrique Eduardo Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD) empatam na fraqueza da mensagem.

– Segunda-feira, você fica na companhia de Joaquim Pinheiro. Até terça.

– Para refletir: “Há dores que dizem em silêncio” (Eduardo Galeano, escritor uruguaio).

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