Na mesa, prato salgado

Observação de quem é apontado como “profundo conhecedor” da personagem Dilma Rousseff. Homem público de vários mandatos no Legislativo e…

Observação de quem é apontado como “profundo conhecedor” da personagem Dilma Rousseff. Homem público de vários mandatos no Legislativo e cargos no Executivo, ele descortina “estratégia de risco do marketing da reeleição”. Refere-se ao desentendimento da presidente da República com o PMDB, “partido de potencial no Parlamento e em grandes cidades”.

Ela colore a “imagem de austeridade” junto a eleitores de menor poder analítico. Entretanto, “pouco acresce” aos cidadãos informados das concessões a outros partidos, sobretudo ao PT. Estigmatizar o peemedebismo com o ferro e brasa do fisiologismo não é novidade. “Nenhuma legenda está livre do carimbo”, diz. Por isso, aconselha-a a “negociar republicanamente, em vez de radicalizar, porque será ela a somar perdas”, sublinha o ledor da alma presidencial, senador oficialmente tido como da base palaciana.

Pós-escrito: ontem, na Câmara, a chefe do governo contabilizou a primeira derrota político-parlamentar no período pós-campanha para isolar o líder do PMDB, Eduardo Cunha, grão-mestre do ‘Blocão’.

Faces da medalha

Líder do PROS na Câmara fala, mas a realidade contradita.

O alagoano Givaldo Carimbão (foto) diz que o governador Cid Gomes (CE) é um bom quadro da sigla, “mas não a comanda”.

Pronuncia-se assim para explicar o incentivo à articulação do colega e correligionário Miro Teixeira, pretendente ao Executivo fluminense.

Incentivado por Marina Silva, sua possível vice, Eduardo Campos, ‘dono’ do PSB, ofereceu parceria a Teixeira. Se aceita, o candidato socialista ao Planalto abre espaço no Rio de Janeiro, onde 12 milhões de pessoas estão aptas ao voto.

Acontece que o ministro interino Francisco José Teixeira vai ser confirmado na pasta da Integração Nacional, sem interferência da executiva nacional do PROS.

Ele é patrocinado por Cid, filiado ao Partido Republicano da Ordem Social após desligar-se do PSB e do projeto presidencial de Eduardo Campos.

Gomes alinha-se à recandidatura da senhora Rousseff.

coisas do passado

Dúvida melhor não ter.

Nessa época de crises – econômica, política e social -, as vivandeiras rondam os quarteis bem mais do que se imagina.

Os fardados, porém, não se envolvem.

Cumprem, tão somente, suas obrigações constitucionais.

Intervenção militar, nunca mais.

A última ocorreu há quase 50 anos. A insurreição, que culminou com a deposição do presidente João Goulart, mostrou-se por inteira no dia 31 de março de 1964.

- No Rio de Janeiro, Ellen Gracie resiste ao convite do PSDB para concorrer a mandato eletivo. O tucanato quer a ex-presidente da Suprema Corte na campanha. Candidaturas à disposição dela: governadora, senadora ou deputada.

- Surpresa: a indústria brasileira cresceu 2,9%, em janeiro. Nem o otimista ministro da Fazenda, Guido Mantega, esperava o índice.

- Em Santa Catarina, as sondagens de opinião apontavam Angela Amin como favorita ao Senado. Mas, o PP, ao qual a ex-prefeita de Florianópolis é filiada, preferiu Joares Ponticelli. O PT anuncia o lançamento de Cláudio Vignatti. Resultado imprevisível, embora Ponticelli seja apoiado pelo governador Raimundo Colombo (PSD).

- O senador-ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), volta ao alto do ranking na corrida ao governo do Rio de Janeiro.

- Domingos Sávio (PSDB-MG), como líder da minoria na Câmara, tem uma acusação a fazer. Palavras dele: “A presidente Dilma, que tanto critica a privatização, assinou decreto para abrir 30% do capital do Banco do Brasil a investidores estrangeiros.”

- Amanhã, o PPL entra em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e televisão (20h30 às 20h35). O Partido Pátria Livre não tem representação na Câmara nem no Senado.

- Três apenas dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal não foram indicados por Lula da Silva e Dilma Rousseff. Celso de Mello, decano da Corte, ganhou a toga no governo José Sarney; Marco Aurélio Mello, na administração Fernando Collor; e Gilmar Mendes, na presidência Fernando Henrique Cardoso.

- Bernardo Santana (MG) é o sucessor de Anthony Garotinho (RJ) na liderança do PR na Câmara Federal.

- Para refletir: “A solidão é a mãe da sabedoria” (Laurence Sterne, escritor irlandês).

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