Na última vez em São Paulo, Neymar foi xingado e Hulk evitou o pior

Cidade conhecida por sua exigência em relação à Seleção Brasileira protagonizou momento de maior pressão em cima de Mano Menezes e ajudou em sua queda

Neymar durante jogo contra a África do Sul em setembro de 2012; má lembrança do Morumbi pela Seleção. Foto: Divulgação
Neymar durante jogo contra a África do Sul em setembro de 2012; má lembrança do Morumbi pela Seleção. Foto: Divulgação

Palco da abertura da Copa do Mundo, a cidade de São Paulo receberá também o último amistoso preparatório da Seleção Brasileira nesta sexta-feira, às 16h (de Brasília). Mais que um teste dentro de campo, a partida do Morumbi significará um termômetro de como anda a relação do time comandado por Luiz Felipe Scolari com a mais exigente das torcidas do Brasil. Nem o bom momento da Seleção, que venceu 14 das últimas 15 partidas, é garantia de apoio irrestrito.

O último encontro, contra a África do Sul, foi marcado por xingamentos e vaias, no momento de maior pressão em cima de Mano Menezes. O Morumbi recebeu no feriado de 7 de setembro de 2012 mais de 50 mil torcedores, que se irritaram com a fraca atuação de um time já em baixa pela derrota na final olímpica. Os dois maiores personagens daquela tarde, para o bem e para o mal, estarão em campo novamente.

Neymar viveu naquele dia seu pior momento com a camisa da Seleção. O atacante jogou mal e foi xingado de pipoqueiro. Acabou substituído em uma opção que provocou muitas críticas a Mano Menezes, que na avaliação de muitos acabou queimando o jogador diante de uma arquibancada agressiva.

Quem salvou o Brasil do vexame total foi justamente quem havia sido sacado para agradar a torcida. Preterido pelo então xodó Lucas, Hulk marcou aos 29min do segundo tempo e fez o gol que evitou um tropeço contra uma seleção fraquíssima. A péssima atuação diante da torcida paulista ajudou e muito na decisão da cúpula da CBF de demitir Mano Menezes ao fim do ano.

Desde então o Brasil mudou bastante. Dos jogadores utilizados naquela tarde, Diego Alves, Dedé, Alex Sandro, Rômulo, Lucas, Jonas, Leandro Damião e Arouca estão fora da Copa. O time atual de Felipão está praticamente pronto para a Copa e venceu as últimas oito partidas que disputou. Conquistou a torcida na Copa das Confederações, mas ainda não passou pelo crivo da exigente São Paulo.

Tanto que Felipão não esconde que preferia outro palco para o último teste pré-Copa. Mas agora pede a colaboração. “Quando se escolhe a cidades é porque nós temos a confiança que aquele torcedor vai nos incentivar e nos ajudar a superar nossas dificuldades. Se a história diz que São Paulo é mais arredia, hora de nós mudarmos isso”, afirmou.

Felipão nunca comandou a Seleção em São Paulo, nem mesmo em sua passagem entre 2001 e 2002. Mas sabe que o histórico da relação é turbulento. No mesmo Morumbi, em 2000, bandeiras voaram em campo diante de uma péssima atuação na vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia. No ano seguinte, ainda com Emerson Leão no comando, o empate por 1 a 1 com o Peru também foi marcado por vaias.

Apesar do histórico de apupos, o Brasil tem ótimo retrospecto no Morumbi. São 17 vitórias, nove empates e apenas uma derrota, contra a Argentina em 1963. O Brasil estreia na Copa em São Paulo no dia 12 de junho, na Arena Corinthians, contra a Croácia.

Fonte: Terra

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