Nada mais que cantilena

O coro “Volta, Lula” atanaza a caminhada em que Dilma Rousseff tenta a renovação do mandato. É improvável que o…

O coro “Volta, Lula” atanaza a caminhada em que Dilma Rousseff tenta a renovação do mandato. É improvável que o ex-presidente atropele a afilhada, cuja capacidade administrativa foi proclamada por ele. Hoje, porém, a competência, no grau anunciado, foi censurada pela realidade. E, por isso, excluída do discurso de vários grão-duques do PT e de muitos próceres das siglas aliadas.

Fala-se que os resultados das sondagens de opinião serão decisivos. Índices fracos determinariam a substituição da senhora Rousseff. Entraria em campo o padrinho que, em salas fechadas ao público, confessa o desencanto com a pupila. Não é bem assim. Lula da Silva é como o macaco velho do provérbio. Não põe a mão em cumbuca.

Embora seja um exagerado gabarola, a fanfarrice do senhor Silva não o protegerá na ultrapassagem dos malfeitos. O Mensalão do PT foi pouco se a investida for comparada ao que fez após deixar o Palácio do Planalto. As intermediações de Lula em negócios, internos e externos, ‘humilham’ o espertalhão ex-ministro Antonio Palocci.

Pós-escrito: A convenção para homologar a candidatura petista ao Planalto está prevista para 20 de junho. E não deverá haver permuta da sigla DR pela LS, crê o birô da coluna.

Registro de erro

O Instituto Teotônio Vilela reage ao silêncio do governo.

Terça-feira (8), em Brasília, o braço estratégico do PSDB promove seminário para discutir a crise energética no país.

Em nome do ITV, o deputado paranaense Luiz Carlos Hauly (foto), um dos palestrantes, critica Dilma Rousseff pelo “anúncio irresponsável”, ano passado, da redução de 30% na tarifa de energia.

“Foi um erro e uma farsa. Agora, a presidente da República silencia porque a sua promessa é insustentável”, Hauly denuncia. Na sequência, prevê que o aumento virá após a eleição.

O parlamentar explica o ímpeto da acusação:

“Foi interferência brutal e incompetente. Enganou o consumidor e causou prejuízos às estatais elétricas. Houve a redução da receita e, consequentemente, dos investimentos das empresas.”

Olhar no passado

Delfim Netto leva Ernesto Geisel ao banco dos réus.

Entrevistado por Erica Fraga e Ricardo Balthazar para o jornal ‘Folha de S. Paulo’ (*), o mestre em economia três vezes ministro à época da ditadura militar – Fazenda, Planejamento e Agricultura – diz que o falecido presidente da República “quebrou o Brasil” à época (anos 1970) em que dirigiu a Petrobras (governo Garrastazu Médici).

Motivo: A resistência do general de abrir a exploração do petróleo à iniciativa privada.

Argumento de Delfim, que também foi embaixador na França: Dependente da importação da ‘commodity’, a República Surrealista dos Trópicos sofreu os resultados negativos das altas de preços ocorridas em 1973 e 1979.

(*) A entrevista pode ser lida na íntegra no endereço www1.folha.uol.com.br.

– No último sábado deste abril, Eduardo Campos e Marina Silva, sua virtual vice, visitam o Norte. Visitam o Amazonas. No dia seguinte (27), a dupla presidencial vai ao Acre, berço de Marina, ‘Mulher da Floresta’ que se se transformou em líder de referência nacional.

– Resultado de pesquisa sobre a sucessão no Distrito Federal, a ser divulgado hoje à noite nos telejornais da capital. José Roberto Arruda (PR): 21%; Agnelo Queiroz (PT): 14%; e Rodrigo Rollemberg (PSB): 9%.

– Quando aborda as ações de Dilma Rousseff, o tucano Aécio Neves morde e assopra. Ontem, na capital mineira, disse, em entrevista coletiva, que a Presidente não estava preparada para governar o Brasil, mas “é proba e de bem”.

– Dos cinco nomes do sistema liderado pelo governador Cid Gomes (PROS), dois chegam à fase conclusiva da escolha do candidato à sucessão estadual. Pela ordem alfabética: Izolda Cela, ex-secretária de Educação, e Leônidas Cristino, ex-ministro dos Portos.

– Até dia 22. No período, férias do repórter.

– Para refletir: “Engolimos de uma vez a mentira que nos adula e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga” (Denis Diderot, escritor e filósofo francês).

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