Namorada de suspeito de morte de lutador Luiz de França depõe na polícia

Uma das linhas usada para desvendar o crime de Luiz de França é a que Valéria Cortês tinha algum tipo de relação com o ele

O delegado titular da DP de Macaíba, Normando Feitosa, acompanhou o depoimento. Foto: Divulgação
O delegado titular da DP de Macaíba, Normando Feitosa, acompanhou o depoimento. Foto: Divulgação

Valéria Cortês, a namorada do tenente Iranildo Félix de Sousa – suspeito de assassinar o professor e lutador de MMA, Luiz de França Trindade – se apresentou na manhã de hoje na delegacia de Polícia Civil, de Macaíba para prestar depoimento sobre o crime. Na sala estavam o delegado Silvio Fernando, da 11ª DP de Cidade Satélite, o delegado titular da DP de Macaíba, Normando Feitosa, além do namorado e principal suspeito e da advogada de defesa, Brenda Martins.

Entramos em contato com os delegados que ouviram a testemunha Valéria Cortês, mas um deles não atendeu as ligações e outro não quis se pronunciar sobre o depoimento. “Não quero me pronunciar sobre o que ela disse, porque outros delegados também estão a frente do caso”, afirmou Normando Feitosa.

Uma das linhas de investigação para desvendar o crime que fez vítima o professor de MMA, Luiz de França Trindade, é a que Valéria Cortês tinha algum tipo de relação com o professor. Fortalecendo essa hipótese, no dia 8 de janeiro, dois dias antes do homicídio contra Luiz, a enfermeira deu entrada em um hospital particular da capital, com um dos braços quebrado. Em depoimento, ela negou que tivesse sido agredida pelo namorado e esclareceu que sofreu uma queda dentro de casa, em decorrência de um desmaio.

No último domingo (16), Valéria estava na granja onde Iranildo Félix estaria se escondendo e chegou a socorrer o namorado, logo após o atentado contra ele, que fez vítima a sua ex-mulher, a advogada Izânia Maria Bezerra Alves, de 31 anos. O atentado está sendo investigado pelos delegados, Sheila Freitas (Deicor), Matheus Trindade (Defur) e Emerson Valente (Deprov) que vão auxiliar o delegado de Macaíba, Normando Feitosa.

Além disso, o Núcleo de Inteligência da Polícia Civil do Rio Grande do Norte foi designado a auxiliar o delegado Silvio Fernando, titular da 11ª DP da capital, nas investigações do assassinato do professor e lutador Luiz de França.

Relembre o caso

O professor e lutador de MMA, Luiz de França Trindade, de 26 anos, foi morto a tiros quando saía de uma academia, em Cidade Satélite, na manhã do dia 10 de fevereiro. O professor foi alvejado por sete disparos de pistola ponto 40, por um indivíduo em uma motocicleta. O principal e único suspeito até agora é Iranildo Félix de Sousa, ex- aluno da academia e da turma de MMA, que Luiz de França ministrava.

As suspeitas aumentaram quando testemunhas relataram em depoimento, informações que se contradiziam com as repassadas pelo militar. Ele afirmou que no momento do crime estava em outra academia, mas a sua entrada só foi registrada as 10h08. Outro indício levantado está nas roupas que o tenente usava no mesmo dia, identificadas como similares a do executor de Luiz.

Compartilhar: