Nando Cordel mostra repertório de clássicos da MPB no Teatro Riachuelo

Interprete e compositor, ele figura em discos de Chico Buarque, Ivete Sangalo, Maria Betânia e até Xuxa

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Conrado Carlos

Editor de Cultura

Hoje à noite, às 21horas, tem Nando Cordel no Teatro Riachuelo. O pernambucano de Ipojuca trará o repertório que o consagrou como um dos principais nomes da MPB. Gravado por Chico Buarque, Maria Betânia, Luiz Gonzaga, Fábio Junior e até por Xuxa, e autor de temas de novelas de grande sucesso comercial (caso de Tieta, Roque Santeiro e Perda Sobre Pedra), ele apresenta uma espécie de coletânea de seus 28 álbuns, em mais de 30 anos de carreira, em 90 minutos de animação. Xote, forró, salsa e reggae entram na proposta de fazer uma ponte entre o Nordeste e o Caribe, duas regiões com muita semelhança étnica e cultural.

“De volta para meu aconchego”, parceria com Dominguinhos (1941-2013) o lançou para todo o Brasil. Mas “Isso Aqui Tá Bom Demais” (reprise da dupla com sanfoneiro), “Você endoideceu meu coração”, “É de dar água na boca”, “Gostoso demais” e uma lista quase interminável de faixas conhecidas do grande público jogaram Nando na agenda dos eventos mais concorridos, sobretudo entre nordestinos, e abriu caminho para frequentar discos de artistas campeões de vendas – como Ivete Sangalo e Leandro e Leonardo. Aos 60 anos de idade, o filho de poeta e repentista estendeu suas composições à Europa e Américas Latina e do Norte.

Foi com um pacote de 12 CDs que ele chegou a belgas, suíços, espanhóis, alemães, franceses, colombianos, peruanos, canadenses e americanos. As musicas instrumentais do projeto estão fora do show de hoje à noite, mas valem como registro do alcance de sua arte forjada no caldeirão nordestino – nos últimos anos, ele também assumiu a faceta de palestrante, ao abordar histórias sobre paz, educação, motivação, de forma interativa com muita música. Com ingressos entre R$ 100,00 e R$ 120,00 (com direito a meia entrada para estudantes, idosos, deficientes e jovens carentes entre 15 e 29 anos), é daqueles momentos em que o “[...] meu coração, coitado, fica logo acelerado, fica doido de prazer”. (C.C).

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