Cidade de Natal tem a 14ª capital do país com cesta básica mais cara

Dados são relativos ao levantamento de fevereiro

yhrtyyryrtyryEm fevereiro, Natal foi a 14ª capital do país com os preços mais caros no conjunto de gêneros alimentícios pesquisados pelo DIEESE, que realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Ela passou a custar R$ 270,07. No ano, porém, a cesta apresentou queda de 1,20% e a variação nos últimos doze meses é de -4,66%.

Dos doze produtos pesquisados sete tiveram aumento: manteiga (3,30%), óleo (1,83%), banana (1,71%), arroz (1,32%), tomate (1,22%), farinha de mandioca (0,76%) e o pão (0,29%). Quatro apresentaram queda: feijão (-5,97%), leite (-2,50%), café (-0,79%) e carne (-0,16%). O açúcar permaneceu estável.

Em fevereiro, o custo da cesta básica em Natal comprometeu 40,55% do salário mínimo líquido – após o desconto equivalente à Previdência Social. Ligeiramente superior ao exigido no mês de janeiro, quando correspondeu a 40,36%. Em fevereiro de 2013 a parcela do salário mínimo líquido gasto com os gêneros alimentícios comprometia 45,42%.

Considerando uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas crianças consomem o equivalente a um adulto), o custo da cesta básica, para o sustento dessa mesma família durante o mês de fevereiro, conforme calculado pelo DIEESE, foi de R$ 810,21 contra R$ 809,85 no mês de janeiro de 2014. O custo do mês de fevereiro de 2013 era aproximadamente 1,25 vezes o salário bruto de R$ 678,00.

Com base no valor apurado para a cesta e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente que o salário mínimo necessário deveria ser R$ 2.778,63, ou seja, 3,83 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em janeiro, o mínimo necessário era inferior, somando 2.748,22, equivalente a 3,79 vezes o piso vigente. Em fevereiro de 2013, o valor necessário para atender às despesas de uma família foi de 2.743,69, o que representava 4,04 vezes o mínimo de então (R$ 678,00).

Comportamento dos preços

O preço do leite diminuiu em 16 localidades, sendo que os maiores recuos aconteceram em Recife (-7,01%), Curitiba (-5,17%), Brasília (-4,75%) e Belém (-4,35%). Houve aumento de preços em duas cidades apenas: Aracaju (0,50%) e Campo Grande (0,44%). Apesar da menor produção do leite devido à seca, houve diminuição do preço do bem, já que o volume de estoque nos laticínios e cooperativas é alto. Isso reduziu o ritmo de compra de matéria prima por parte das empresas. Em 12 meses, houve aumento em todas as capitais, com variações entre 2,53% em Manaus a 18,34% em Aracaju.

O preço do feijão diminuiu em 15 capitais no mês de fevereiro. As maiores quedas ocorreram em Recife (-9,95%), Fortaleza (-7,45%), Natal (-5,97%), João Pessoa (-5,69%), Salvador (-5,49%) e São Paulo (-5,07%). Os aumentos aconteceram em Manaus (5,56%), Aracaju (4,20%) e Belém (2,34%). Na comparação anual, os preços decresceram em 11 capitais, com as variações mais expressivas em Fortaleza (-37,35%), Goiânia (-35,74%), São Paulo (-35,51%) e João Pessoa (-35,32%). As maiores altas acumuladas foram registradas em Florianópolis (27,72%), Rio de Janeiro (17,04%) e Porto Alegre (17,01%). Grandes estoques de feijão, reunidos desde dezembro, seguram o preço ao consumidor. Porém, há previsão de aumento do valor do grão, diante do calor excessivo e da desvalorização do real, uma vez que parte do feijão consumido internamente vem de fora do país.

O açúcar também mostrou, em fevereiro, redução no valor em 15 cidades e estabilidade em Natal. As maiores quedas aconteceram em Brasília (-5,98%), Salvador (-3,83%), São Paulo (-3,78%), Vitória (-3,16%) e Rio de Janeiro (-3,11%). Somente em Aracaju (4,84%) e Curitiba (2,89%) houve elevação. Apesar do aumento nos preços internacionais do açúcar, a redução dos valores no varejo se deve aos altos estoques existentes e à necessidade de as usinas flexibilizarem os valores para venda de açúcar. Em 12 meses, o valor do bem aumentou apenas em Manaus (7,10%), nas demais capitais houve recuo, com destaque para a variação de Brasília (-16,90%), São Paulo (-16,82%) e Florianópolis (-16,67%). No mês de fevereiro, os preços do arroz subiram em 12 cidades.

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