Natal tem dia dedicado ao combate à obesidade e sedentarismo

O evento, denominado Obesity Day, faz parte do projeto Obesidade Hoje

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Alessandra Bernardo

alessabsl@gmail.com

Com 16,6% da população sofrendo de obesidade mórbida, de acordo com dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2013, Natal teve neste sábado (24) uma manhã inteira dedicada à saúde e lazer, com atividades físicas e ações de combate ao sedentarismo, no Parque das Dunas.

O evento, denominado Obesity Day, faz parte do projeto Obesidade Hoje, desenvolvido pelo gastroenterologista Carlos Alexandre Fonseca e equipe, e contou com a participação de dezenas de pessoas.

Carlos Alexandre explicou que metade da população brasileira está acima do peso e que, apesar do percentual de obesos em Natal estar diminuindo, passou de 21,2% em 2012 para 16,6% no ano passado, a obesidade ainda é um problema de saúde pública grave na cidade. Isso porque, segundo ele, a maioria dos moradores da capital convive com o sedentarismo, que é um dos principais causadores da obesidade e doenças relacionadas a ela, como hipertensão arterial, por exemplo. “O sedentarismo é o nosso principal problema, apesar de termos áreas agradáveis como essa (Parque das Dunas) para a prática de atividades físicas. Por isso, o trabalho que desenvolvemos visa melhorar a qualidade de vida das pessoas através da mudança dos hábitos. Emagrecer não é difícil, mas é preciso dedicação e persistência para manter uma rotina saudável, como uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios”, afirmou.

Além das atividades físicas, como aeróbica e dança, foram oferecidos também a realização de exames de aferição de pressão arterial e teste de glicemia, por uma equipe de estudantes de Enfermagem da Universidade Potiguar (Unp). E, além dos adultos, as crianças e idosos também tiveram espaços próprios de cuidados, com atividades específicas para cada grupo.

Obesidade provoca outras doenças

Segundo a psicóloga Lyssa Dantas, a obesidade é um problema de saúde pública e todas as ações desenvolvidas no Obesity Day foram discutidas de forma integrada com várias especialidades médicas. “É uma doença multifatorial grave e que pode levar o doente a óbito. E ninguém é obeso por escolha, por isso, precisamos de uma equipe que possa fazer um trabalho interdisciplinar para criar a consciência da necessidade de um novo estilo de vida, saudável”, afirmou.

Parte dos participantes do Obesity Day eram pessoas que sofriam de obesidade mórbida e que se submeteram a cirurgia bariátrica para redução de estômago, como a jornalista Kennya Amorim. Após quebrar o pé duas vezes e permanecer meses imobilizada, engordou quase 30 quilos, o que acarretou em uma série de problemas de saúde, como resistência à insulina e esmagamento de duas vértebras na coluna.

“O excesso de peso começou a prejudicar a minha saúde e depois dos problemas que desenvolvi, o médico me encaminhou para a bariátrica. É um processo muito difícil, tem que ter muita disciplina e força de vontade, porque o obeso que faz a cirurgia muda o corpo, mas a cabeça continua de obeso, então, se não tiver disciplina, não adianta nada”, explicou Kennya.

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