Natal terá dez banheiros públicos ecológicos
Se tudo correr como o previsto pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), entre março e maio, Natal dará o primeiro passo para abolir uma prática incômoda em uma cidade turística: a falta de banheiros públicos. Em parceria com a iniciativa privada, a Prefeitura negociou dez Ecobolas, estrutura climatizada, em material inflável, com 152 metros quadrados, que comporta até vinte pessoas ao mesmo tempo, para serem instalados em pontos distintos da cidade, como Ponta Negra, praça Gentil Ferreira, calçadão da João Pessoa, proximidade da Arena das Dunas, praça de Neópolis e praias da Redinha, do Meio e do Forte.
Com tecnologia que obedece a padrões ecológicos, o banheiro tem formato de bola e foi projetado para a Copa do Mundo de 2002. A patente é da Korean – Japan Suwon City Kyeonggi-do. No Brasil, a cidade paulista de Aparecida do Norte foi o primeiro local a receber um Ecobola. Como subsede da Copa de 2014, a capital potiguar recebeu, nesta terça-feira (5), o cantor Moacyr Franco, garoto-propaganda dos sanitários públicos sustentáveis – custeados por empresas privadas, os banheiros serão localizados em locais de grande fluxo de pessoas; a Prefeitura concederá o espaço, acompanhará as obras, disponibilizará água e energia, enquanto permitirá que os financiadores façam propaganda no aparelho e garantam a manutenção.
De Ponta Negra à Redinha, do Centro ao Alecrim, tanto visitantes, quanto nativos sofrem para atender necessidades fisiológicas. Seja dentro do mar, ou mesmo nas ruas, o ‘jeitinho brasileiro’ deixa um rastro nem sempre com odor suportável. Alterar a ‘cultura da imundície’ é a meta do secretário municipal de serviços públicos, Raniere Barbosa. “Precisamos mudar esse conceito cultural de banheiro público. O Ecobola é ecologicamente sustentável e terá manutenção permanente, subsidiada pela iniciativa privada. Nossa principal moeda é a parceria, pois a Prefeitura não teria condições de comprar”. Segundo Raniere, cada Ecobola, custa entre R$ 100 mil e R$ 200 mil.
A proposta de, a partir da estrutura dos banheiros ecológicos, criar empregos para deficientes físicos, utilizar produtos recicláveis, conscientizar a população quanto a importância de cuidar do patrimônio público e, sobretudo, dotar regiões da cidade com grande fluxo de visitantes com o mínimo de dignidade requer cuidados na oferta inicial para a população. “Estaremos atentos à má educação das pessoas, que urinam e defecam na rua. O Ecobola também será importante para evitarmos esse tipo de procedimento”, acredita Raniere Barbosa.
Ainda nesta semana, a empresa responsável pela construção dos Ecobolas, a Dream Space technology, enviará uma equipe à Natal para fazer, em parceria com técnicos da Semsur, um levantamento sobre a viabilidade dos locais selecionados para os dois anos iniciais de contrato – com possibilidade de prorrogação, caso haja interesse da Prefeitura de Natal, terceira capital a investir nos banheiros sustentáveis coreanos – depois de São Paulo e Salvador.
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