Ney Lopes diz que divisão do DEM compromete a imagem de José Agripino

Ex-deputado teme que a separação cause “óbito” da sigla no Estado

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Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

O ex-deputado Ney Lopes de Souza, entende que “deve ser feito o maior esforço possível para que o DEM não vá a óbito no Rio Grande do Norte”, e que na condição de filiado histórico e leal ao partido, trabalhará nesse sentido. Segundo Ney Lopes, que foi presidente do Parlamento Latino Americano quando era deputado federal, e vice-prefeito de Natal, o DEM é um partido com tradição e serviços prestados ao Estado, tendo à frente o senador José Agripino, que segundo ele, é um político reconhecido nacionalmente, inclusive, cotado para ser candidato a vice-presidente da República na chapa com o senador mineiro, Aécio Neves. Entende ainda o ex-deputado Ney Lopes, que aprofundar uma divisão interna entre os democratas, favoreceria os adversários e significaria inviabilizar a legenda partidária no Rio Grande do Norte, além de retirar mais ainda as opções para o eleitor escolher o seu futuro governador nas próximas eleições. Ney não fez referência explícita, mas se refere a problemas de relacionamento entre José Agripino e Rosalba Ciarlini com ameaças de negação da legenda para a governadora disputar a reeleição.

Instado a falar sobre o assunto, Ney Lopes de Souza esclarece que em primeiro lugar é preciso ter a certeza se Rosalba Ciarlini quer ou não se candidatar à reeleição. “Ela nada disse até agora e José Agripino tem afirmando que a decisão é do partido. Portanto, não estou analisando esse aspecto. O que defendo é um entendimento prévio entre os dirigentes do DEM para buscar uma alternativa consensual referendada pela maioria, onde o risco eleitoral não seja a justificativa para transformar a decisão do partido numa verdadeira “escolha de Sofia” (Trata do dilema de “Sofia”, uma mãe polonesa, filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, ambos seriam mortos. Essa história dramática é contada em 1947 ao jovem “Stingo”, um aspirante a escritor e que vai morar no Brooklyn, na casa de “Yetta Zimmerman”, onde ele acaba tendo Sofia como sua vizinha), disse ele, lembrando que o objetivo de unidade só será conseguido com muita humildade, diálogo intenso, despojamento e exercício pleno da arte política. “Se puxar a corda ela fatalmente romperá e será ruim para os interesses de todos. Ninguém duvide. Inclusive para a imagem nacional de José Agripino”, observa.

O ex-deputado Ney Lopes de Souza, diz entender como “normais” os entendimentos mantidos pelo senador José Agripino na condição de líder do DEM, sobretudo com o PMDB que foi aliado até pouco tempo, “entretanto, teria que fazê-lo sem perder o seu perfil político e nunca se transformar em liderado. Isso não seria aliança, e sim capitulação”. Concluindo, ele opina sobre a proporcional: “a maioria do partido pode até decidir pela disputa isolada na chapa proporcional, deixando aberta a indicação de governador e senador, entretanto, o potencial histórico e político dos democratas no Estado justifica que será também possível entrar na luta, buscar o voto popular e obter bons resultados eleitorais. Ganhar ou perder faz parte do jogo”.

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