Ninguém explica como o Teatro de Macau recebeu R$ 1 mi e continua em ruínas

Prédio do teatro está em fase adiantada de deterioração desde 2007, quando caiu parte da estrutura

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A reforma do Teatro Hianto de Almeida, um dos prédios históricos de Macau, está causando polêmica – e críticas – na cidade. Isso porque, a Prefeitura já recebeu mais de R$ 1 milhão em recursos federais para reconstruir o prédio. Contudo, nada foi feito e o teatro segue fechado. Em ruínas.

Por isso, inclusive, a população de Macau está organizando um evento marcado para hoje, às 20h, com o objetivo de cobrar resultados para o Teatro, que foi adquirido em 2005 pela Prefeitura (antes era um popular cinema, chamado Dois Irmãos), mas em 2007 ruiu e, desde então, nada foi feito.

Ressalta-se que o abandono não pode ser justificado por falta de recursos para isso. Afinal, no mesmo período, a Prefeitura gastou milhões em recursos próprios com as festas de carnavais – com suspeitas de superfaturamento, relembra-se, em algumas delas. Além disso, o Governo Federal já enviou recursos para a reforma do teatro, por três vezes, mas os valores não foram usados para fazer qualquer intervenção no prédio.

O Jornal de Hoje até teve acesso a documentos que comprovam isso. O primeiro convênio firmado em 2010 teve número 747100 e foi feito pelo Ministério do Turismo. O valor disponibilizado foi de R$ 531,3 mil. O segundo, registrado sob o número 744972, também com o Ministério do Turismo, teve uma quantia de R$ 443,6 mil. O período de vigência era até setembro de 2012. Ou seja: o contrato terminou e não houve qualquer mudança.

Diante do abandono, o Movimento S. O. S Macau resolveu realizar o protesto, em forma de show, na rua, com a cantora Tânia Soares, cantando músicas, justamente, de Hianto de Almeida, um dos precursores da Bossa Nossa.

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