No caminho das urnas – Walter Gomes

O birô da coluna faz o retrato escrito das expectativas eleitorais em estados onde há confluência de resultados nas pesquisas…

O birô da coluna faz o retrato escrito das expectativas eleitorais em estados onde há confluência de resultados nas pesquisas de intenção de voto (*) para governador e presidente da República. Nos seis selecionados, há 85 milhões de inscritos para o cumprimento da lei. O número representa ao redor de 60% dos 14l,8 milhões aptos ao voto.

Na sequência, a síntese do momento, respeitada a ordem de influência da unidade federativa em milhões de eleitores:

São Paulo (31,7) – Geraldo Alckmin (PSDB) tem lugar garantido no segundo turno. Ele concorre à reeleição. Entre Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT) define-se o concorrente do tucano. Skaf seria o escolhido, fosse hoje a decisão. Para o Planalto, Dilma Rousseff tem maioria de quatro pontos percentuais sobre Aécio Neves.

Minas Gerais (15,2) – O tucanato lidera, com expressiva maioria, o embate presidencial. Para governador, há, porém, equilíbrio entre Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT).

Rio de Janeiro (12, 1) – É confuso o quadro fluminense. Dilma está na frente. Administra, entretanto, conflitos entre três apoiadores do seu projeto. Um deles é o titular do Palácio Guanabara, peemedebista Luiz Fernando Pezão, classificado em quarto lugar. Acima dele estão o petista Lindberg Farias e Marcelo Crivella (PRB). Crivella alterna a liderança com o ex-governante Anthony Garotinho (PR).

Bahia (10,2) – A Presidente tem mantido a primeira posição. Para suceder ao governador Jaques Wagner (PT), dois medem forças. De um lado, o petista Rui Costa; do outro, Paulo Souto (DEM). O PSB entra em campo com Lídice da Mata. Wagner, no segundo mandato, e o democrata Antonio Carlos Magalhães, neto, prefeito de Salvador, são referências sublinhadas.

Rio Grande do Sul – Imprevisível o resultado para o poder federal. Aécio e Dilma equilibram-se na balança. Eduardo Campos cresce com o apoio de Pedro Simon (PMDB), cabo eleitoral de audiência certa. Em busca da renovação do mandato, o governador Tarso Genro (PT) tem como oponente Ana Amélia Lemos (PP). A pepista, apoiadora do presidenciável mineiro, lidera a corrida.

Paraná – Aécio tem posição privilegiada. Divide o palanque com Beto Richa (PSDB). Favoritíssimo para continuar no governo, Richa pode tirar Gleisi Hoffmann (PT) da pugna logo no primeiro turno. Só há chance de a definição ser adiada na hipótese de Roberto Requião vencer a convenção do PMDB. É improvável que o senador e ex-governador consiga.

(*) As referências são os índices apurados por dois institutos: Datafolha e Ibope.

Surpresa não é

Lula da Silva (foto) volta ao palavreado inconsequente.

Portanto, inconveniente para um ex-chefe de Estado e de governo da sexta maior economia mundial.

Mesmo entre figurões aliados, repercutiu mal a afirmação dele: “É babaquice chegar de metrô no estádio”, completada com outra bobagem: “Nunca tivemos problemas de andar a pé.”

“Terá retomado a prática do velho esporte?”, perguntava ontem o jornalista Pedro Vásquez em roda de políticos e colegas de profissão.

- A senadora Ângela Portela (PT) é candidata ao governo de Roraima, estado de menor número de eleitores. São 300 mil.

- Quinta-feira, o Ibope divulga pesquisa de intenção de voto para a Presidência e alguns governos estaduais. O trabalho de campo começa hoje.

- O ministro-presidente da Corte Eleitoral pede ao Congresso lei que estabeleça limite de gastos na campanha eleitoral. José Antonio Toffoli perde tempo.

- Se o PMDB superar o PT em número de deputados, Eduardo Cunha (RJ) assume a candidatura à presidência da Câmara.

- É natural a aliança federal do DEM com o PSDB. Se os tucanos ganharem, os democratas serão condôminos do governo. Não ganham, todavia, a vice-presidência da República.

- Desempenho fraco da indústria e do comércio derruba o PIB. Foi de 0,11% a retração, conforme a prévia do Produto Interno Bruto.

- Bom fim de semana, e até terça-feira. Segunda, Joaquim Pinheiro redige e edita a coluna.

- Para refletir: “A política é quase tão excitante como a guerra, e não menos perigosa. Na guerra, a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política, diversas vezes” (Winston Churchill, político inglês).

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