No Dia das Mulheres, Hospital da Mulher tem paralisação
No dia do aniversário de um ano, o Hospital da Mulher – Parteira Maria Correia, em Mossoró, suspendeu uma parte do atendimento à população. Dessa forma, apenas o setor de obstetrícia, pediatria e médico de plantão continuavam trabalhando na manhã e início da tarde de hoje. Até o fechamento desta edição, a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) ainda não sabia o motivo oficial da suspensão de parte do trabalho.
A informação chegou aO Jornal de Hoje no final da manhã desta sexta-feira, Dia Internacional da Mulher. O fato, porém, não foi citado pela governadora Rosalba Ciarlini em seus discursos em homenagem as mulheres, tanto na Polícia Militar, quanto na Assembleia Legislativa (leia mais na página 5). A gestora estadual esteve na inauguração da unidade médica há, exatamente, um ano. A intenção era melhorar a cobertura para pacientes femininas.
Não era para menos. Nem mesmo a Sesap sabia da suspensão. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, não houve qualquer comunicado oficial por parte do Instituto Nacional de Assistência à Saúde e à Educação (Inase), contratado pelo Governo do Estado para administrar a unidade médica. A suspeita é que o trabalho de parte dos profissionais tenha sido suspenso devido a um novo atraso no repasse do Governo ao Inase pela gestão do Hospital da Mulher.
Confirmando essa possibilidade, essa não seria a primeira vez que o Instituto teria problemas para manter a gestão. Desde que assumiu a administração, em outubro do ano passado, a organização social encontrou dificuldades, sobretudo, relacionadas aos repasses financeiros de gestão estadual, que só eram feitos depois que o Inase comprovasse os gastos.
Em fevereiro, inclusive, o corpo médico da unidade também chegou a paralisar os trabalhos devido a atraso no pagamento do Governo ao Instituto e, consequentemente, na quitação dos salários dos profissionais terceirizados, mantidos pela organização social.
Por sinal, o Inase mesmo anunciou que tinha o interesse de suspender o contrato de administração com o Governo do Estado devido a esse problema de pagamento. Contudo, não suspendeu, porque o rompimento unilateral só seria possível se o atraso no repasse já demorasse 90 dias – o que não se configurava.
Nesse caso, o Hospital da Mulher voltou ao trabalho quase que no mesmo dia, assim que a Sesap confirmou o repasse financeiro à unidade. Desta vez, pelo menos até o fechamento desta edição d’O Jornal de Hoje, a situação na unidade médica ainda não havia sido normalizada.
Desta vez, segundo a Sesap, há profissionais tanto do Governo do Estado, quanto do Inase trabalhando. A Secretaria estuda os motivos da suspensão de parte do atendimento para tomar as medidas cabíveis e normalizá-lo o quanto antes.
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