A novela do contencioso

Bom para o governo e, também, para a cúpula nacional do PMDB se for assinado, na reunião de amanhã à…

Bom para o governo e, também, para a cúpula nacional do PMDB se for assinado, na reunião de amanhã à tarde, o armistício de interesse do poder e da corrente tida como majoritária na legenda.

Essa busca da conciliação é uma pauta nobre. O cenário palaciano não perturba quem está acostumado a frequentá-lo, como os personagens deste domingo. Entretanto, o roteiro de divergências ampliadas complica. Por isso, está mais próximo de prever o resultado quem apostar na inocuidade do encontro.

Os recentes registros da ata de desencontros desfavorece o sucesso imediato do plano. Não, porém, o avanço tático dos que, entre tapas e beijos, convivem desde a vitoriosa campanha de 2010.

Dilma Rousseff precisa dos palanques peemedebistas nos estados e, sobretudo, dos minutos do partido na programação de rádio e tevê. Votos, talvez. Michel Temer, o vice da Presidente, não parece uma referência de prestígio eleitoral. Nem mesmo em São Paulo, estado que lhe deu seis mandatos de deputado federal. O último, no pleito de 2010, conquistado dramaticamente.

Próxima semana, as ocorrências na Câmara e no Senado acenderão o sinal vermelho ou verde para o trânsito dessa relação de conflitos recorrentes.

É bem esquisito
Um assunto em trâmite lento.
Letícia Mello (foto) aguarda sua nomeação para desembargadora do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo).
Embora seja o primeiro nome da lista tríplice encaminhada, faz tempo, ao Palácio do Planalto, a presidente da República posterga a definição.

Talvez porque Letícia seja filha de um jurista que não tem a simpatia do governo. Trata-se de Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo (Casa que dirigiu) e, no momento, presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Troféu de crédito
O prestígio da mídia impressa.
Pesquisa do Ibope contratada pelo governo federal constatou que o brasileiro confia mais na informação dos jornais do que em outros meios de comunicação social.
Resultado em números: 53% das pessoas entrevistadas assim se pronunciaram.

Dado de relevância: Do total consultado, 65% assistem à televisão diariamente.

- Desde antes do carnaval, a presidente da República ouve ‘não’ de senadores filiados ao PMDB. O cearense Eunício Oliveira rejeitou três vezes o convite para o Ministério da Integração Nacional. Ontem, o paraibano Vital do Rêgo, filho, negou-se a assumir a pasta do Turismo.
- Kátia Godinho Gilaberte vai chefiar a embaixada do Brasil em Liubliana (Eslovênia).
- Em São Paulo, disputa para deputado federal mais votado, em outubro, envolve José Serra (PSDB) e Celso Russomano (PRB). Os dois já passaram pela Câmara e são porta-bandeiras de seus partidos no embate.
- Foi espairecer no exterior o criticado (no Planalto e adjacências) líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ).
- O governador Agnelo Queiroz (PT), em resposta ao juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, negou regalias aos companheiros de legenda presos na Papuda, penitenciária da capital. Foi duro sobre a visita a encarcerados: “Fui e vou a qualquer hora ao presídio e visito quem eu bem quiser.” Queiroz é candidato à reeleição.
- Combinação tucana. Fica a cargo de Fernando Henrique Cardoso responder a Lula da Silva. Aécio Neves cuidará do contraponto a Dilma Rousseff.
- Que seja agradável seu fim de semana. Segunda-feira, como de praxe, Joaquim Pinheiro, especialista em política do Rio Grande do Norte, da municipal à estadual, assina e edita a coluna. Até terça.
- Para refletir: “O louvor vale pela pessoa que o dá” (Miguel de Cervantes, escritor espanhol).

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