Novo presidente vai implantar comissão de transição na Câmara Municipal de Natal

Vereador no exercício do sexto mandato na Câmara Municipal de Natal, o médico psiquiatra Franklin Capistrano é o que se chama de unanimidade entre os seus pares

“Vou também conversar individualmente com os vereadores para conseguir sugestões visando a implantação de uma gestão participativa e transparente”. Foto:Divulgação
“Vou também conversar individualmente com os vereadores para conseguir sugestões visando a implantação de uma gestão participativa e transparente”. Foto:Divulgação

Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

 

Vereador no exercício do sexto mandato na Câmara Municipal de Natal, o médico psiquiatra Franklin Capistrano é o que se chama de unanimidade entre os seus pares. Essa máxima foi comprovada por ocasião da votação da Mesa Diretora da Casa ocorrida no final da atual legislatura elegendo-o presidente a partir de 2015.  A decisão de antecipar as eleições foi criticada pelos vereadores, Amanda Gurgel (PSTU), Sandro Pimentel e Marcos Antonio (Psol) e Eleika Bezerra (PSDC), mas todos pouparam a figura do decano vereador que tem bom relacionamento com todos independentemente de partido ou posição ideológica. Nesta entrevista a ´ O JORNAL DE HOJE, Franklin Capistrano fala dos seus planos à frente da Câmara Municipal de Natal e anuncia que durante o período que antecede à posse pretende implantar uma comissão de transição para que seja feito um diagnóstico da realidade da Casa Legislativa. “Vou também conversar individualmente com os vereadores para conseguir sugestões visando a implantação de uma gestão participativa e transparente”, disse Franklin Capistrano, que é católico praticante e ministro da eucaristia. Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE – Quais são os planos na presidência da Casa a partir de 2015?

FLANKLIN CAPISTRANO – Pretendo inicialmente implantar uma comissão de transição para um diagnóstico da realidade da Câmara Municipal de Natal. Essa comissão vai me dar elementos necessários para priorizar ações e estratégias de atuação. Também nesse período que antecede a posse vou conversar individualmente com os vereadores para conseguir sugestões visando a implantação de uma gestão participativa e transparente.

JH – Quais as distorções que o senhor constata na Casa?

FC – A falta de entendimento entre vereadores sobre diretrizes administrativas na Câmara Municipal de Natal. Deve haver mais entendimento para melhorar o desempenho da instituição e dos próprios parlamentares.

JH – Como o senhor analisa as críticas feitas por alguns vereadores com relação a antecipação da eleição que lhe elegeu presidente?

FC – Estão fora do contexto atual da realidade administrativa da Casa. Na verdade, esse espaço de tempo é necessário para que a Mesa Diretora eleita recentemente possa elaborar e estabelecer programas de atuação a partir de um diagnóstico relativo à administração em andamento.

JH – O senhor está consciente das dificuldades que encontrará na presidência da Câmara Municipal de Natal, principalmente com relação a conflitos de ideais e interesses?

FC – Sim. Toda ação administrativa quando iniciada encontra suas naturais resistências para que as mudanças, caso necessárias, sejam efetivadas. O preferencial é administrar com todos. Temos que dialogar muito para um entendimento que possibilite o crescimento e a transparência da gestão. Durante toda a administração trabalharemos nesse sentido, buscando sempre a conciliação.

JH – Como o senhor espera o relacionamento com o Poder Executivo?

FC  - Espero que seja um relacionamento republicano e necessário para o crescimento da cidade na busca do bem social comum a todos. Temos que adotar o dever ético de buscar sempre o entendimento com o gestor público municipal e com os outros Poderes estabelecidos no município conforme o que preceitua nosso Pacto Federativo Constitucional.

JH – Em que setores Natal melhorou nesse primeiro ano da atual administração?

FC – Esse primeiro ano da atual gestão foi eficaz e satisfatório em todos os aspectos, entretanto, não foi atingido o ideal e muitos problemas de ordem estrutural e social ainda existem. Mas, antevemos dias melhores com a saída da inércia que vinha comprometendo a administração do município. Isso ocorreu com a presença positiva da Câmara de Vereadores em meio as ações político-administrativas.

JH – Que avaliação o senhor faz do ano legislativo que terminou?

FC – Foi um ano bastante positivo. Foram aprovados mais de 3 mil requerimentos, inúmeros projetos de leis e foi realizada uma quantidade significativa de Audiências Públicas. Foi também um ano em que ficou acertada a implantação do sinal da TV Câmara em sinal aberto, como também a construção da sede própria e preparações administrativas para realização do concurso público para o quadro de funcionários.

JH – Esse ano será eleitoral. O senhor acredita que os trabalhos legislativos poderão ser prejudicados?

FC – Sempre que passamos por ano eleitoral e mesmo com a Câmara Municipal não estando envolvida como agora, não deixa de haver reflexos no âmbito da nossa atuação, pois os vereadores fazem parte de partidos políticos que de certa forma estão envolvidos no processo. Portanto, temos compromissos partidários no processo eleitoral deste ano para elegermos o presidente da República, governador, senador, deputados federais e estaduais.

JH – O senhor defende uma aliança do seu partido, o PSB da vice-prefeita Wilma de Faria com  o PMDB do senador Garibaldi Filho e do deputado Henrique Eduardo?

FC – Defendo uma aliança com todos os partidos que queiram se aliar ao PSB, pois a essência da participação democrática tem nas alianças políticas a razão de ser. Havendo identificação programática vamos defender a mesma bandeira, pois partido isolado é partido morto e não vai a lugar algum.

JH – O senhor defende o nome de Wilma de Faria, maior expressão política do PSB, para o Governo do Estado ou para o Senado?

FC – Essa dúvida quem responde é o povo, mas pelo que estamos ouvindo, presenciando e testemunhando o caminho é o governo, porém não podemos descartar a hipótese do Senado.

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