O abraço de tamanduá

Henrique Eduardo Alves mostra outra faceta. Licencia-se do açodamento para exercitar o malabarismo. Emite confusa nota à imprensa sobre a…

Henrique Eduardo Alves mostra outra faceta. Licencia-se do açodamento para exercitar o malabarismo.

Emite confusa nota à imprensa sobre a punição determinada pela Justiça Eleitoral à governadora do Rio Grande do Norte.

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Assinou-a, equivocadamente, como presidente da Câmara dos Deputados e, fingidamente, como dirigente da seção estadual do PMDB.
Respeitar decisão judicial é obrigação dele, como cidadão e, sobretudo, segundo nome na linha sucessória do poder republicano.

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Cabe a Rosalba Ciarlini, por intermédio de seu advogado, recorrer à instância superior.
Se ainda não o fez, certamente o fará. É direito dela.

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O que Henrique Eduardo pode exercitar, caso seja o seu desejo, é solidarizar-se com a governante afastada do cargo. No texto transmitido pelo seu gabinete, não há, porém, referência ao gesto.  Talvez no telefonema à senhora Ciarlini, citado pela assessoria de imprensa do parlamentar, ele tenha expressado o sentimento (?) à ex-aliada.

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Quanto à expressão “a medida extrema é ruim” para o estado, trata-se de opinião pessoal do deputado. Se for mesmo o pensamento dele, contraria a avaliação dos norte-rio-grandenses a respeito das ações da doutora Rosalba, conforme apurado nas sondagens de opinião.

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Pós-escrito: são inquestionáveis as provas inseridas no processo julgado pelos juízes do Tribunal Regional Eleitoral. A condenação pela maioria da Corte não deixa dúvidas.

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Início do embate
Campanha para o Palácio do Planalto.
São citados os que estão declaradamente no enredo, embora ainda no prólogo.

O ex-presidente Lula da Silva é trunfo e coringa no jogo eleitoral de Dilma Rousseff (foto), sua companheira de PT.

Marina Silva atua como influente cabo eleitoral de Eduardo Campos, que a conquistou para o PSB.

Aécio Neves, tucano de longa militância, tenta seduzir o eleitor com a singela proposta: “Vamos conversar?”.

Randolfe Rodrigues interpreta o monólogo: “Quase só, mas sigo adiante”.

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- Hoje, início da noite, no Senado, Pedro Simon (PMDB-RS) autografa o livro “Fé & política”. Na obra, reflexões sobre os protestos de rua no Brasil e, também, a abordagem do catolicismo no pontificado de Francisco.
- Em rede nacional de rádio (20h às 20h10) e televisão (20h30 às 20h40), o DEM fala amanhã aos brasileiros.
- Flávio Dino é a principal aposta do PCdoB – risco quase nenhum – para ganhar uma administração estadual em 2014. Presidente da Embratur, o ex-deputado e adversário do clã Sarney concorre ao governo do Maranhão.
- Maria Laura da Rocha é a nova embaixadora do Brasil junto à FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Sede: Roma.
- Grupo que não esconde a identificação com a causa do PT faz campanha nas redes sociais para desacreditar a oposição ao governo Rousseff. Foca, principalmente, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).
- Você sabe onde seu filho está neste exato momento? Muita atenção às companhias dele.
- Líder nas intenções de voto para voltar à presidência do Chile, a socialista Michelle Bachelet deve confirmar, neste domingo, a vitória conquistada no primeiro turno da eleição.
- O STJ autoriza abertura de processo contra o governador de Goiás. Marcone Perillo (PSDB) é acusado de improbidade administrativa.
- Impulsionada a candidatura de Miro Teixeira (PROS) a governador do Rio de Janeiro. Tem a simpatia-apoio de Marina Silva (PSB). Em 2010, ela, postulante ao Palácio do Planalto, teve quase 32% dos votos no estado. O PPS tende a votar em Miro.
- Para refletir: “Quando um jornalista fica rico é porque foi além da profissão” (Terwal Segom, jornalista brasileiro).

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