O abraço de tamanduá – Walter Gomes

(São Paulo) – Prossegue o vaivém político-eleitoral do escorregadio presidente nacional do PSD. Gilberto Kassab negocia da direita à esquerda,…

(São Paulo) – Prossegue o vaivém político-eleitoral do escorregadio presidente nacional do PSD. Gilberto Kassab negocia da direita à esquerda, mas continua no centro da dubiedade. Só um compromisso parece consolidado: o apoio dele à reeleição de Dilma Rousseff. O partido, porém, fracionou-se. Há diretórios regionais no palanque da petista, do tucano Aécio Neves e do socialista Eduardo Campos.

Aqui, onde o birô da coluna se instalou por dois dias – terça e quarta -, é manifesta a ambiguidade do ex-prefeito da capital. Ora se posiciona como candidato ao Palácio dos Bandeirantes, ora se apresenta como vice de Geraldo Alckmin (PSDB), governador em campanha para renovar o mandato. Houve momento de aproximação com Paulo Skaf, aspirante à governadoria sob a bandeira do PMDB. Em outro instante, assediado por Lula da Silva, admitiu apoiar Alexandre Padilha (PT).

Desde ontem, o projeto eleitoral já não depende apenas dele. Foi condenado por improbidade administrativa, porque descumpriu, à época de governante da cidade, determinação judicial para pagar precatórios previstos em lei orçamentária. A punição determinada pelo juiz é a perda de direitos políticos por três anos. Para disputar o voto em outubro, precisa derrubar a decisão em instância superior. É provável que consiga. Se assim não ocorrer, será apenas cabo eleitoral neste ano. (WG).

Assim se espera

Em Goiás, 4,4 milhões de eleitores, o PSDB deve continuar no poder.

O governador Marconi Perillo (foto) mantém-se na liderança das sondagens de opinião.

Com o PMDB fraturado e o desgaste, político e físico, de Íris Rezende, principal referência do peemedebismo no estado, o tucano é favorito a ganhar o quarto mandato no Palácio das Esmeraldas.

Perillo, 51 anos, governou os goianos de 1999 a 2006. Na segunda gestão, desde 2011. Ele foi deputado (estadual e federal) e senador.

O gosto amargo

Constatação do risco da recandidatura de Dilma Rousseff.

A presidente da República incentivou, por desconhecimento técnico ou imperícia administrativa, o grande adversário de sua reeleição.

Trata-se do problema econômico-financeiro do país.

Pelo menos nesta fase da campanha, a questão é bem mais perigosa do que os discursos dos dois principais concorrentes nas urnas: Aécio Neves e Eduardo Campos.

– Está nervoso o alto-comando da campanha de reeleição do tucano Geraldo Alckmin. Há motivo forte: a CPMI do Metrô de São Paulo, no Congresso Nacional.

– Chega ao leitor livro-reportagem de Sebastião Nery, baiano que se tornou cidadão do mundo. Título: ‘Ninguém me contou, eu vi’. Páginas: 528. Preço: R$ 54,90. Se é de Nery, merece ser lido.

– Luiz Alberto Gurgel de Faria ganha a toga do Superior Tribunal de Justiça. Desembargador federal, ele é pernambucano do Recife e bacharelou-se em Direito no curso da UFRN.

– Agora é lei: proibida a cultura da palmada – castigo físico a crianças e adolescentes. O Legislativo aprovou proposta do Executivo encaminhada há quatro anos pelo então presidente Lula da Silva.

– Transferida para segunda-feira (9) a visita de Aécio Neves ao Recife. O presidenciável tucano vai anunciar o apoio do PSDB a Paulo Câmara, candidato do PSB de Eduardo Campos, a governador de Pernambuco.

– O grão-ducado peemedebista assegura que a convenção nacional – dia 10, em Brasília – aprova, com mais de 70% dos votos, a repetição da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

– Sacramentada a aliança PDT-PMDB para a governadoria de São Paulo. O pedetista José Roberto Batochio é o vice do empresário Paulo Skaf. Batochio presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil e foi deputado federal (1998-2002).

– Hoje, o PP reapresenta-se ao Brasil. Rádio: das 20h às 20h10; tevê: 20h30 às 20h40.

– Dia 12, em São Paulo, a presidente da República reúne, em torno da mesa do almoço, colegas que assistem, à tarde, a abertura da Copa do Mundo.

– Para refletir: “Encontrou-se, em boa política, o segredo de fazer morrer de fome aqueles que, cultivando a terra, fazem viver os outros” (François Marie Arouet – o Voltaire -, filósofo francês).

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