O aviso prévio à cúpula – Walter Gomes

Surpresa na convenção nacional do PMDB não houve; decepção para os grão-duques da sigla, sim. O comando partidário está em…

Surpresa na convenção nacional do PMDB não houve; decepção para os grão-duques da sigla, sim. O comando partidário está em baixa. Recebeu, ontem, via voto secreto dos porta-vozes das seções regionais, o comunicado de advertência.

Dirigentes otimistas aguardavam em torno de 70% de ‘sim’ à renovação da aliança com o PT. Portanto, à recandidatura de Dilma Rousseff na companhia de Michel Temer, presidente (licenciado) do peemedebismo. A defasagem foi de 11 pontos percentuais, na apuração das urnas. Em 2010, na estreia da chapa, houve a concordância de 84% dos convencionais. No período de quatro anos, houve subtração de um quarto dos seguidores da direção federal.

A senhora Rousseff ganhou o queria. Presenteados pelo peemedebê, deixou de perder 2,20 minutos na propaganda de rádio e tevê. Em verdade, a presidente da República jamais jogou confete no partido. Depois da ditadura militar, contra a qual lutou – não se questiona o destemor dela -, a brizolista de coração alistou-se no PDT e, depois, por recomendação de Lula da Silva, no PT. Só assim chegaria ao poder, mas coleciona dificuldades para prorrogar o inquilinato no Palácio do Planalto.

Tucano

faz festa

Fato nascido de geração espontânea da realidade.

Em São Paulo, o PSDB tem motivos para festejar o momento político-eleitoral.

Um deles, já esperado, é a liderança robusta do Geraldo Alckmin (*) nas pesquisas para renovar o mandato.

Outro, com a marca da novidade, é o resultado do levantamento do Datafolha sobre a tendência do eleitor para o Senado.

José Serra (foto), candidatura a confirmar, abriu frente de novos pontos percentuais sobre o petista Eduardo Suplicy, porta-estandarte da dignidade no petismo e na vida pública nacional.

Suplicy é senador desde o pleito de 1990.

(*) Paulo Skaf (PMDB) é, na expectativa de hoje, o provável adversário do tucano na segunda fase do embate.

Caso em questão

O Ministério da Fazenda informa.

A metodologia do Banco Central para o cálculo da dívida do Brasil passa a compor o demonstrativo do Fundo Monetário Internacional.

Significado: o índice, base de análise dos investidores internacionais, passa a ser divulgado com os números do FMI e do BC.

Diferença: para o fundo, o endividamento total brasileiro representa 63,3% do PIB (Produto Interno Bruto); para o banco, cai para 56,8%.

- Intenção de voto para a Presidência da República, segundo o Ibope de ontem: Dilma, 38%; Aécio, 22%; e Eduardo, 13%. Conforme Vox Populi de hoje: Dilma, 40%; Aécio, 21%; e Eduardo, 8. Sexta-feira passada, Datafolha anunciou 34% para Dilma; 19 para Aécio; e 7% para Eduardo.

- Mais uma conquista da estudiosa e serena juíza Maria Auxiliadora Barros Medeiros Rodrigues. Veste, agora, a toga de desembargadora federal.

- Trata-se de versão fantasiosa a notícia a respeito da vulnerabilidade da saúde de Lula da Silva. Serelepe, o ex-presidente viaja ao exterior, visita bases estaduais do PT, faz campanha para a senhora Rousseff e tenta salvar candidatos do partido a governador. Caso, por exemplo, de Alexandre Padilha em São Paulo.

- Nesta semana, o que mais vulnerou a candidatura de Robinson Faria não foi a retirada do apoio da deputada Gesane Marinho. O abalo resulta da repercussão negativa. O postulante perdeu um quadro do PSD, seu partido, que se transferiu para o principal adversário, Henrique Eduardo Alves (PMDB).

- Sempre que for possível, leve seu filho a uma livraria. Incentive-o a frequentar esse templo do saber e da cultura.

- Devido à dificuldade de caixa para cumprir a meta do superávit primário, a liberação de recursos para o primeiro lote de devolução do Imposto de Renda deste ano é menor que o computado em igual período do exercício anterior. Em 2013, R$ 2,71 bilhões; neste 2014, R$ 1,95 bilhão.

- Para refletir: “Por onde houver escravidão, não pode haver educação” (Pierre Choderlos de Laclos, militar e escritor francês).

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