O cenário do instante – Walter Gomes

A menos de dois meses do pleito e a 12 dias do início do horário eleitoral no rádio e na…

A menos de dois meses do pleito e a 12 dias do início do horário eleitoral no rádio e na televisão, Eduardo Campos está inferiorizado no placar das pesquisas de intenção de voto em Pernambuco, estado onde nasceu, viveu e governou.

Fosse agora a decisão, o candidato do PSB ao Palácio do Planalto perderia para Dilma Rousseff (PT), presidente recandidata. Números do Datafolha e Ibope mostram e o recentíssimo levantamento do Instituto Maurício Nassau, do Recife, confirma.

Seria de 10 pontos percentuais a diferença: ela, 40%; ele, 30%. Com 4%, Aécio Neves (PSDB) ficaria em terceiro lugar e o representante do PSC, Everardo Pereira, (1%), na quarta posição.

Também os aspirantes a governador e ao Senado de oposição a Campos ganhariam. Armando Monteiro, neto, (PTB) iria para o Palácio do Campo das Princesas. O petebista teria a preferência de 37% dos eleitores contra 10% de Paulo Câmara (PSB). Para a vaga de senador, João Paulo (PT) bateria Fernando Bezerra Coelho (PSB). Petista: 30%; socialista: 10%.

Detalhe favorável ao sistema político de Eduardo Campos: metade das pessoas entrevistadas ainda não decidiu a quem vai apoiar. Em Pernambuco, são 6,4 milhões os cidadãos com titulo na mão.

 

TEMPO DE CRISE

Complicou-se a convivência de dois ministros palacianos.

Ambos são do PT de São Paulo: Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (foto), das Relações Institucionais (coordenação política, no popular).

Motivo, o que não é novidade: a articulação do governo com os partidos e seus agentes.

Há o choque natural da vaidade de Mercadante com a esperteza de Berzoini, mineiro de Juiz de Fora originário do sindicalismo e que coleciona mandatos paulistas.

 

LEITURA DINÂMICA

– No Rio de Janeiro, Carlos Lupi (PDT) está mal na disputa pela vaga de senador. Ministro do Trabalho e Emprego sob os governos Lula da Silva e Dilma Rousseff, não tem chance de vitória. O embate será decidido entre Cesar Maia (DEM) e Romário Farias (PSB).

– Candidatos à Presidência da República, Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) participam sábado, na Universidade de Brasília, do Fórum Social de Energia.

– Wilson Matos (PSDB-PR) assume cadeira no Senado em virtude da licença de Álvaro Dias. O licenciado abriu mão do salário durante os quatro meses em que cuidará da campanha de renovação do mandato. Dias é pule de dez para se reeleger representante do Paraná.

– Embora tenha apresentado o melhor desempenho do ano, a caderneta de poupança registrou, em julho, o menor nível de depósito para o mês desde 2008. Com a inflação alta e o endividamento recorde das famílias, houve menos dinheiro para aplicar.

– Fica menor a bancada do PV na Câmara dos Deputados. Em outubro, se emplacar nove, é lucro alto; oito, bom; sete, mais ou menos. Deve ficar, contudo, em cinco ou seis, prevê um dirigente verde. Em 2010, elegeu 13.

– Dia 15, entra na conta-corrente de 1,6 milhão de contribuintes a restituição do Imposto de Renda pago a mais. Valores ao redor de R$ 2 bilhões.

– Tendência de voto das lideranças do agronegócio, baseada nos aplausos de ontem aos presidenciáveis da República. Pela ordem do entusiasmo: Aécio Neves (ovacionado de pé pelo auditório), Eduardo Campos (apesar de Marina Silva, sua vice, ter divergências com empresários do campo) e Dilma Rousseff (cansativa explanação lida).

– Voto branco ou nulo é a vingança da insensatez. O cidadão que não escolhe perde espaço para cobrar.

– Informação da Corte Eleitoral aponta o grupo JBS (popularizado pelo selo Friboi) como o doador principal dos presidenciáveis, até julho. Conforme a primeira contabilidade, a empresa bancou R$ 11 milhões. Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) dividiram R$ 10 milhões. O restante foi para o comitê de Eduardo Campos (PSB).

t Para refletir: “A paz possui suas vitórias, não menos ilustres que as da guerra” (John Milton, poeta inglês).

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