Home > Colunas > O cerco a tucano manhoso

O cerco a tucano manhoso

Data: 26 janeiro 2013 - Hora: 18:00 - Por: Walter Gomes

Sucessão em São Paulo junta PMDB, PSD e PT. Contra o adversário comum – Geraldo Alckmin (PSDB), governador recandidato –, as três siglas da base do Palácio do Planalto operam com a colaboração dissimulada de sociais-democratas ressentidos.
Alguns são identificados com o bloco do sempre insatisfeito José Serra, embora ele não deixe pistas nessa operação de quintas-colunas.

Fotografia de hoje: o PT fica com a liderança da chapa. Há quatro pretendentes. Três são ministros de Estado:

1. Alexandre Padilha (Saúde);
2. Aloizio Mercadante (Educação);
3. Marta Suplicy (Cultura).

Fecha o quarteto o prefeito (reconduzido) de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. Aparentemente, ele, antigo quadro de comando da luta sindical, tem a preferência de Lula da Silva. A senhora Rousseff elogia o desempenho de seus auxiliares, sobretudo o de Mercadante, convidado constante para acompanhá-la em viagens oficiais ao exterior.
Padilha, com seu jeito de “companheiro obediente”, pode conquistar o lulismo. Marta e Mercadante, dificilmente. Ambos foram derrotados, no primeiro turno, em disputa do Palácio dos Bandeirantes. Mais: são considerados “independentes demais e presunçosos além da conta”.
Caberia a uma das legendas auxiliares a indicação do candidato a vice. No caso do PMDB, o deputado Gabriel Chalita. Se couber ao PSD a parceria nas urnas, só existe uma certeza. Não será Gilberto Kassab. O presidente nacional do peessedê e ex-prefeito paulistano almeja posição de maior realce.

Geraldo Alckmin, equilibrista profissional, administra, com louvor, a arte da manha. Embora esteja em dificuldades na área da segurança e da saúde, os paulistas respeitam-no. Consideram-no político sério, atestam pesquisas de opinião pública. Ele tem suporte para conseguir o quarto mandato de chefe do Executivo paulista. Não será, entretanto, uma campanha fácil.

O brado gaúcho
Pedro Simon (foto) reage, enérgico, contra a eleição no Senado.
Do Rio Grande do Sul, onde passa o recesso parlamentar, o peemedebista dissidente conclama os “colegas sem amarras” a negarem apoio à volta de Renan Calheiros, correligionário (veja só) alagoano, à presidência da Casa.
A seis dias da eleição, o senador pede a participação de grupos sociais com espaço na internet na campanha contra “esse jogo sujo que compromete o Parlamento”.

Dramático, Simon desabafa:
“Se esse senhor (Calheiros) tiver sucesso, o Congresso, mais uma vez, será desmoralizado.”

- Intimorato na luta política e disparatado na crítica a quem lhe incomoda, Ciro Gomes (PSB-CE) não livra nem Lula da Silva, de quem foi ministro (Integração Nacional). Disse ontem, numa palestra a jovens empresários: “Ele gosta muito do povo, desde que fique em cima mandando em todo mundo.”
- Marcada para sexta-feira (1) a eleição de líder do PR na Câmara dos Deputados. Anthony Garotinho (RJ) é boa aposta.
- Candidato à presidência da Frente Parlamentar do Agronegócio, o deputado Júlio Campos (DEM-MT) é suspeito de ter sido o mandante de dois assassinatos em Mato Grosso, estado que governou.  A Procuradoria Geral da República oficializou a denúncia.
-  Festa do PT em Brasília. Dia 10 de fevereiro, a legenda completa 33 anos. Lula da Silva volta a tempo de viagem a Cuba, para participar da comemoração. Dilma Rousseff foi convidada. Deve ir e falar. A Presidente está em explícita campanha de reeleição.
-  Joaquim Barbosa antecipa, do fim do mês para o início da próxima semana, o fim das férias. Está previsto que o ministro-presidente do Supremo participe, nesta terça-feira, de reunião do Conselho Nacional de Justiça, órgão sob seu comando.
- Até terça-feira. Segunda, você vai ter a companhia de Joaquim Pinheiro, agora também colunista no sítio companhiadanoticia.com.br.
- Para refletir: “Fanático é quem não muda de ideia e não muda de assunto” (Winston Churchill, político inglês).

Notícias Relacionadas
  • TAGS: