O combustivo do levante

Alvo da oposição, do empresariado e de aliados do governo ao qual serve. Nome: Guido Mantega. Cargo: ministro da Fazenda.…

Alvo da oposição, do empresariado e de aliados do governo ao qual serve.
Nome: Guido Mantega.
Cargo: ministro da Fazenda.
Missão: administrar a política econômico-financeira do país emergente batizado Brasil e, por algumas causas, apelidado República Surrealista dos Trópicos.

Qual a motivação para grupos tão diferentes, no pensar e no agir, usarem argumentos quase semelhantes na crítica ao ítalo-brasileiro?
Resposta: o denominador comum na contradita deles ao otimismo de Mantega é o substantivo feminino “incerteza” usado em referência ao que vem por aí.

Otimista profissional, Mantega promete o sucesso no qual acredita, mas entrega apenas parte do produto gerado pelo acasalamento dos equívocos do estado brasileiro com a realidade do mercado.

Olhar no amanhã
Confraternizam-se candidatos da oposição ao Planalto.
É simpática a série de abraços e sorrisos públicos entre eles, sobretudo o que envolve pela quarta vez, em menos de dois meses, o social-democrata Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos (ambos na foto).

Tudo bem, mas há um “entretanto” revelador da realidade da disputa.
Só um deles terá acesso ao segundo turno, para o embate final com a petista Dilma Rousseff.
Isso mesmo, mas o bom relacionamento de hoje ajuda o imprescindível entendimento de amanhã, apesar da complicada operação de transferência de votos.

Pós-escrito: Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) trata todos os candidatos como adversários de suas ideias político-econômicas. Por isso, diz o senador, vai ser duro, mas respeitoso, na campanha de rádio e tevê em que elevará o nível da crítica.

Tom e conteúdo
Aí então, inexistirá dúvida.
Se o PSB referendar o projeto do PMDB para o governo do Rio Grande do Norte, o peemedebismo apoia a candidatura socialista ao Senado.
Embora ainda distante do pleito, a chapa, avaliada  neste final de 2013, prenuncia sucesso.

Para fechar a coligação, há espaço para o PSD continuar na vice-governança. Acrescente-se a simpatia do PDT, forte na Grande Natal devido ao peso eleitoral da capital e Parnamirim. Também a do PROS (Partido Republicano da Ordem Social), que, no troca-troca de afagos políticos, pode eleger um deputado federal.

Linhas de acesso
Orçamento da União para o próximo ano.
Interpretação do líder do PSDB na Câmara dos Deputados a respeito da falta de mobilização dos governistas no Congresso.

Com a palavra, Carlos Sampaio (SP):
“Ao Palácio do Planalto, pouco importa se a Lei dos Meios for votada agora. A Presidente tem alternativas. No Brasil, o Executivo é imperial e o Legislativo, peça acessória.

 

- Quinta-feira, a presidente da República recebe, em Brasília, o seu colega da França, François Hollande. Item comercial da visita: venda de aviões  franceses à FAB.
- Silas Brasileiro posiciona-se bem na fila dos postulantes à sucessão de Antonio Andrade no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dois são do PMDB de Minas Gerais.
- Temem os políticos que o Supremo acolha a ação da OAB contra doações de empresas às campanhas eleitorais. Está na pauta de amanhã da Corte.
- Hoje, início da noite, na Confederação Nacional da Indústria. Cláudio Porto e Fábio Giambagi, economistas, lançam o trabalho por eles organizado: “Propostas para o governo 2015-2018”.
- O empreendedorismo está em ascensão. Há necessidade, entretanto, de divulgar os caminhos que conduzem ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, importante no processo de incentivo às ideias.
- Para refletir: “Uma vida não basta ser vivida. Ela precisa ser sonhada” (Mário Quintana, escritor brasileiro).

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