O contraponto na urna – Walter Gomes

É da oposição ao poder local a maioria dos líderes de intenção de voto para governador. Alguns, porém, eram aliados…

É da oposição ao poder local a maioria dos líderes de intenção de voto para governador. Alguns, porém, eram aliados até pouco antes das composições de alianças partidárias. Esses romperam porque previam a preterição (*) ou, tocados pelo realismo, optaram pelo afastamento (**) da companhia impopular.

Situação em 24 das 27 unidades federativas, conforme índices de sondagens divulgados no início desta semana.

Desafiantes no alto do ranking:

Seis são filiados ao PMDB: Eduardo Braga (AM), Helder Barbalho (PA), Eunício Oliveira (CE), Henrique Eduardo Alves (RN), Renan Calheiros, filho (AL) e Paulo Hartung (ES).

Três do PT: Welington Dias (PI), Fernando Pimentel (MG) e Delcídio Amaral (MS).

Dois do DEM: Tião Bocalon (AC) e Paulo Souto (BA). Dupla do PSDB: Expedito Júnior (AC) e Cássio Cunha Lima (PB). Par do PR: Anthony Garotinho (RJ) e José Roberto Arruda (DF).

Uma sigla em cada estado: Flávio Dino (PCdoB-MA), Armando Monteiro, neto (PTB-PE), Pedro Taques (PDT-MT) e Ana Amélia Lemos (PP-RS).

Governantes em busca da renovação do mandato e com potencial de reeleição:

Um trio de tucanos: Marcone Perillo (GO), Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR).

O sergipano Jackson Barreto (PMDB) e o catarinense Raimundo Colombo (PSD).

(*) Caso do cearense Oliveira, do pernambucano Monteiro, neto, e do capixaba Hartung.

(**) Motivação do potiguar Alves.

Certa mão dupla

A proposito do financiamento de campanha política.

Marco Aurélio Mello (foto), com assento no Supremo, do qual foi presidente, e duas vezes dirigente da Corte Eleitoral, tem a palavra:

“Não temos altruísmo no Brasil. E o troco que é cobrado sai muito caro para a sociedade brasileira. Será que a doação se faz por ideologia, por adesão a esse ou aquele partido?”.

Resposta do jurista:

“Claro que não.”

Ele ganha espaço

Presidente de partido nanico, mas tem o que dizer.

Chama-se Araken Farias e disputa o governo potiguar pelo PSL.

Veja o que fala a respeito dos representantes de amplas alianças:

“Quem está se propondo a fazer a renovação do Rio Grande do Norte não tem credibilidade. Um tem onze mandatos (Henrique Eduardo Alves), o outro tem seis (Robinson Faria).”

Advogado, 51 anos de idade, Araken dirigiu o Procon na administração Rosalba Ciarlini. É neto de Creso Bezerra de Melo, duas vezes deputado federal e prefeito de Natal.

O marketing da reeleição da presidente da República trata de separar a imagem de Dilma Rousseff do insucesso da Seleção do Brasil na Copa do Mundo. Ora, ela não é técnica nem jogadora. Não tem por que se preocupar. O povo sabe separar a bola do voto.

Levantamento de especialistas em sondagens de opinião: dos 141,8 milhões de eleitores, 47 milhões estão indecisos na escolha para o Palácio do Planalto.

Chega ao leitor o livro ‘Carlos Lacerda/Cartas: 1933-1976′. O trabalho foi iniciado pelo jornalista Cláudio Mello e Souza, morto em 2011, e concluído pelo professor Eduardo Coelho. Páginas: 392. Preço: R$ 78.

Tarcísio Gomes, secretário-executivo indicado para dirigir o Dnit, aproveita a licença do titular, general Jorge Fraxe, para treinar.

Sem quórum para votar o relatório preliminar da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o Congresso se arrisca a perder o recesso (oficial) nas duas últimas semanas deste mês. Ontem, na Comissão Mista de Orçamento, registraram presença dois senadores e oito deputados.

Para refletir: “O realismo é impossível; tudo é ficção” (Rodrigo Garcia, compositor brasileiro).

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