O Craque da Banda dos Sargentos

Foi Pete Best, aquele que é oficialmente considerado o quinto beatle, – marcado para sempre pela perda da bateria para…

Foi Pete Best, aquele que é oficialmente considerado o quinto beatle, – marcado para sempre pela perda da bateria para Ringo – quem revelou há alguns anos: não fosse a exigência estratégica de Brian Epstein, os quatro ícones de Liverpool teriam manifestado muitas vezes suas cores futebolísticas.

Empresário, conselheiro e tutor do famoso quarteto, desde seus imberbes anos, Epstein impôs a John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Star o silêncio e o mistério a respeito de suas preferências no contexto do derby da cidade, dividida entre o azul do Everton e o vermelho do Liverpool.

Tanto Best quanto parte da imprensa inglesa dizem que os Beatles jogavam futebol na infância e adolescência, freqüentavam os estádios e tripudiavam uns aos outros após um clássico. Lennon e Ringo torciam pelos “reds”, enquanto Paul, George e o próprio Pete eram “blues”. Nas peladas, o melhor deles era o líder.

E parece que a liderança de John se impôs numa pendenga rock-esportiva, numa tarde de 1967, quando o artista plástico Peter Blake apresentou aos já famosos Fab Four o rascunho da capa do revolucionário disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Num contexto psicodélico, a banda e mais 63 personalidades de peso.

Lennon e McCartney, que assinariam centenas de sucessos eternos, também estabeleceram ali, na confecção da histórica capa, seus pitacos clubísticos ao artista. Cada um sugeriu um craque, um ídolo da bola. John pediu Albert Stubbins, do Liverpool; Paul queria Dixie Dean, do Everton.

Por excesso de gente, algumas figuras haveriam de sair do desenho. No fim, prevaleceu na famosa capa o representante das emoções de Lennon. Albert Stubbins ficou para sempre na foto, pertinho de Marlene Dietrich, Lewis Carroll e Karl Marx, por trás do chapéu de George Harrison.

Mas se o talento de Dixie Dean foi um elemento importante nas manifestações de amor do menino McCartney para com o Everton, a categoria de Stubbins foi tão somente uma marca na mente e no coração de Lennon, talvez a única porção afetiva que lhe restou do pai, praticamente ausente em toda a sua curta vida.

Albert Stubbins exibiu seu vasto futebol de gênio numa época em que o pai de John Lennon acompanhava o velho derby, as veias expostas na garganta vermelha nos gritos de gol. Stubbins foi um dos mais mortais artilheiros do futebol inglês, um herói do Liverpool em pleno conflito da Segunda Grande Guerra.

Nascido em julho de 1919, na localidade inglesa de Wallsend, apenas com 2 anos foi viver entre Nova York e Detroit, onde teve os primeiros contatos com uma bola de futebol, apesar da tradicional indiferença do novo país com o esporte da sua terra natal.

Quando os pais de Stubbins retornaram à Inglaterra, o garoto já fazia misérias com a bola, demonstrando profunda habilidade e uma potência no chute que sempre acabava em gol. Logo estava vestindo a camisa do Newcastle, ali na fronteira dos anos 1930 e 1940.

Stubbins virou sinônimo de gol, um craque que transformou o Newcastle numa pedreira para os chamados grandes da Inglaterra. Sua fama espalhou-se na mesma proporção da quantidade de gols. Na cidade portuária das famílias Lennon e McCartney, os dois clubes decidiram buscar o rapaz.

No duelo da negociação, venceu o time vermelho. E com a sua camisa, logo Albert Stubbins mudou a cara do derby, impondo várias derrotas ao rival azul e aumentando desenfreadamente seu repertório de gols. Até hoje, poucos atingiram sua marca de 23 “hat-tricks” (três gols num só jogo).

Foi este fantástico Stubbins quem ficou guardado na memória de John Lennon, fruto das poucas conversas com o pai, que se afastou da sua família quando ele ainda era pequenino. Os feitos do craque resistiram ao tempo, talvez como fantasia a esconder a atormentada saudade paterna que Lennon jamais quis assumir.

Ao se eternizar na capa do disco histórico dos Beatles, Albert Stubbins não apenas ganhou uma parada com uma lenda do Everton, Dixie Dean (retirado na arte final), como recebeu um elegante presente do mais famoso torcedor azul. Logo que o disco saiu, Paul McCartney lhe enviou um exemplar com a dedicatória: “Parabéns por todos os gloriosos anos de futebol”. (AM)

 

Carta de seguro

O jornalista Mino Carta, que hoje defende o governo petista com a mesma convicção que defendeu em editoriais na Veja dos anos 60 o regime militar, foi esperto em publicar pesquisa Vox Populi pró-Dilma. Para deslegitimar outras que apontem queda.

Petrobras

São de fazer rir as bravatas da deputada Fátima Bezerra (PT) sobre a defesa que o PT faz e fará da Petrobras. Ora bolas, como é que o partido responsável pela quebradeira, pelas trapalhadas, pela corrupção endêmica na empresa, irá defendê-la? tsc, tsc.

Petrobras II

O resultado da ação predadora petista na Petrobras é um levantamento feito sobre os comentários nas redes sociais, onde mostram que 93% são negativos e apenas 5% positivos (devem ser os blogueiros progressistas). Das postagens, 2% são neutras.

Michael Jackson

O Twitter no Brasil amanheceu hoje com o nome do saudoso rei do pop comentado e badalado nos trending topics. Tudo por causa das imagens divulgadas por um fã, na TV Record, que mostram o cantor supostamente vivo, morando em algum lugar de Paris.

Camila

Uma multidão ocupou o Teatro Riachuelo ontem para assistir ao show de lançamento do novo CD da cantora Camila Masiso, “Patuá”, que contou com uma competente campanha de marketing. A fila cresceu desde o início da noite. Sucesso garantido.

Brega

No outro sábado, dia 26, os amantes do som brega têm uma boa opção de programa noturno, a partir das 21h, na Praia Devassa Beach Club. Um show com quatro clássicos do romantismo lacrimoso: Bartô Galeno, Carlos André, José Ribeiro e José Orlando.

Mustang

Um dos carangos mais cultuados da história, o Mustang conversível amarelo, irá completar 50 anos de fabricação. E para marcar a data, a Ford repetirá a ação de marketing de 1965, exibindo um modelo atual no alto do edifício Empire State.

Baile de Bale

A torcida do Real Madrid teve ontem mais uma prova de que o investimento milionário no craque galês Gareth Bale valeu à pena. O rapaz foi determinante para a 19ª conquista da Copa do Rei, marcando um gol monumental e despachando o rival Barcelona.

Má referência

Com os poucos gols marcados até agora e o fracasso na primeira decisão, Neymar começa a ser comparado a Robinho. Do blogueiro espanhol Soprano Jr. “Robinho em seu primeiro ano no Madrid demonstrou ser melhor que Neymar e até mais decisivo”.

Vice campeão

Sensação do insosso estadual e citado até na mídia nacional, o time do Globo perdeu mais uma em seu caldeirão de Ceará-Mirim, agora para o América, que decide o título por um empate na Arena das Dunas. O vice ficará de bom tamanho para o estreante.

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