O deslize do sociólogo

Para dizer numa palavra tudo: “arrogante”. O adjetivo qualifica a entrevista de Fernando Henrique Cardoso ao programa Manhattan Connection, da…

Para dizer numa palavra tudo: “arrogante”. O adjetivo qualifica a entrevista de Fernando Henrique Cardoso ao programa Manhattan Connection, da Globo News, edição do fim de 2013. Mais: ele foi indelicado nas referências ao presidente do Supremo Tribunal Federal.

>>>

Nem parecia o cordial FHC a quem os eleitores confiaram, por oito anos, o governo do Brasil, e o aplaude em algumas de suas intervenções analíticas na fase do pós-poder.  Sobre a hipotética candidatura do ministro ao Palácio do Planalto, sublinhou a desqualificação de Barbosa para liderar o país.

>>>

Tivesse feito abordagem crítica ao autoritarismo do jurista, Fernando Henrique representaria o pensamento dos que consideram temerária a ascensão do mineiro à Presidência da República.

>>>

Entretanto, quando negou aptidões a Barbosa, colecionador de títulos por merecimento, desrespeitou um cidadão que subiu os degraus da vitória pelo saber e pela competência, apesar do preconceito latente do país miscigenado.

>>>

Disputa é forte
PSB e PT fazem acordo na Bahia.
No primeiro turno para governador, cada um no seu palanque. E assim continua se os candidatos (*) das duas siglas forem promovidos à segunda fase.

>>>

Mas, se o candidato da aliança PMDB-DEM – o peemedebista Geddel Vieira Lima ou o democrata Paulo Souto – ganhar o direito de ir à final, socialistas e petistas juntam as bandeiras e unificam o discurso.

>>>

(*) Lídice da Mata, pelo socialismo, e Rui Costa, representante do petismo.

>>>

Hora de atenção
A propósito do ano de consulta às urnas.
Mesmo na pré-campanha, quaisquer declarações e movimentos políticos, dos protagonistas e de seus intermediários, têm interesse eleitoral.
Dissimulação é a palavra-chave para improvisar humildes e bem-intencionados.

>>>

Cabe ao cidadão ficar atento.

>>>

Rodízio na sigla
O PV ensaia nova participação na corrida ao Palácio do Planalto.
Em 2010, com a ex-senadora Marina Silva, vinda do PT, chegou bem próximo dos 20 milhões de votos. Mais pela candidata do que pelo discurso partidário.

>>>

Neste 2014, a legenda prepara Eduardo Jorge (foto), também de origem petista.

Baiano de Salvador, o médico sanitarista de 63 anos atua na política de São Paulo. Cumpriu cinco mandatos parlamentares, somadas as passagens pela Assembleia Legislativa paulista e Câmara dos Deputados.

>>>

Serviu também ao Executivo da capital. Foi titular da pasta de Saúde nas gestões das prefeitas Luiza Erundina (à época filiada ao petismo e, hoje, no PSB) e Marta Suplicy (no primeiro ano, apenas, do governo da petista). Depois, comandou a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente nas administrações de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (ex-DEM e, agora, presidente do PSD no país).

>>>

Pós-escrito: Eduardo Jorge é destaque no programa desta quinta-feira do Partido Verde. Das 20h às 20h10, rede nacional de rádio; das 20h30 às 20h40, cadeia de televisão.

 

- Interlocutor de Eduardo Campos e de Marina Silva diz que está tudo certo, “faltando, apenas, o anúncio oficial”. A acriana vai compor a chapa do presidenciável pernambucano.
-Conforme visto e ouvido, o pronunciamento da presidente da República, no fim do ano, foi um comício da candidata à reeleição. Compromisso repetido às promessas de 2010. Umas parcialmente realizadas; outras esquecidas.
- Apoiado pelo seu partido e bem-vindo no Palácio do Planalto, Ricardo Berzoini (PT-SP) é nome em alta para a coordenação política do governo Rousseff. Se pretender ir adiante, precisa, porém, de desistir do projeto de reeleger-se deputado.
- Diferentemente do que abordou hoje O Globo, jornal do Rio de Janeiro, há mulheres muito bem avaliadas pela opinião pública do Rio Grande do Norte. Duas em destaque: Fátima Bezerra (PT) e Wilma de Faria (PSB).
- Mansueto Almeida colabora na formulação econômica da proposta de governo do social-democrata Aécio Neves. Ele é do Ipea, instituto vinculado à pasta da Fazenda.
- Para refletir: “Ano novo, vida velha. A vida é mais do que calendários, fusos ou órbita gravitacional” (Carlos Heitor Cony, jornalista e escritor brasileiro).

Compartilhar: