O esboço do provável

Cinco ministros posicionam-se como candidatos a governador. No registro da crônica política, seguem rápidos para a campanha.  Três, porém, caminham…

Cinco ministros posicionam-se como candidatos a governador. No registro da crônica política, seguem rápidos para a campanha.  Três, porém, caminham trôpegos, para as urnas. Assim é o desenho mostrado pelas sondagens de intenção de voto. Estrategistas dos partidos deles subscrevem a apuração dos índices, mas creem na reversão. Especialistas de outras legendas consideram improvável a mudança de cenário.

Integrantes do trio pela ordem alfabética:

1. Aguinaldo Ribeiro (PP), das Cidades, concorre na Paraíba. Deputado licenciado, liderou o partido na Câmara. Hoje, não se classificaria à segunda fase da corrida. Está bem encaminhada a recondução de Ricardo Coutinho (PSB), chefe do Executivo.

2. Alexandre Padilha (PT), Saúde, disputa a sucessão de Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo.  Quarto colocado nas pesquisas, Padilha estreia como postulante a mandato popular. Lula da Silva, seu patrono, aposta na repetição do que ocorrera com Fernando Haddad. O novato à época, também petista e lançado pelo ex-presidente, ganhou, ano passado, a prefeitura paulistana.

3. Gleisi Hoffmann (PT-PR) tem experiência. Ganhou mais do que perdeu nos embates do Paraná. Início de fevereiro, deixa a Casa Civil e reassume cadeira de senadora. Na sequência, dinamiza a campanha de desafio ao tucano Beto Richa (PSDB), governador favorito a renovar o mandato. Caso as sondagens de opinião confirme o insucesso no próximo ano, Gleisi continuará no Senado até 2019.

Os dois outros têm chance:
1. Fernando Pimentel (PT), em Minas Gerais;
2. Marcelo Crivella (PRB), no Rio de Janeiro.
São situações distintas, entretanto.

Pimentel, mesmo na hipótese de enfrentar três ou quatro adversários, chegará ao segundo turno. Lá, vai digladiar contra o representante do tucanato, provavelmente o ex-ministro Pimenta da Veiga. Os dois foram prefeitos de Belo Horizonte. O petista comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Embora demonstre pujança, Crivella, ministro da Pesca, disputa a classificação com dois fortes concorrentes. Um é Anthony Garotinho, ex-governador e agora líder do PR na Câmara. O outro, senador Lindbergh Farias (PT).

Pós-escrito: Garibaldi Alves, filho, (PMDB) afirma que não deseja voltar à governança do Rio Grande do Norte. Caso reveja a posição, o ministro da Previdência Social é pule de 10 para levantar o troféu. E logo no dia 5 de outubro.

Tarefa é difícil
Quem repete a história é Fernando Henrique Cardoso.
Ouviu, revela, de Lula da Silva. Foi durante o voo em que ex-governantes do país acompanhavam Dilma Rousseff na viagem à África do Sul para as exéquias de Nelson Mandela.

Irritado com a candidatura do conterrâneo Eduardo Campos (foto), seu ex-aliado, ao Planalto, Lula, com o exagero que faz parte de suas encenações, promete mudar-se para Pernambuco durante a campanha.
“Vou fazer tudo o que for possível para derrotá-lo no estado.”

Registro da lembrança: em 2010, o petista trabalhou bastante, mas falhou no propósito de evitar a reeleição do potiguar José Agripino (DEM) ao Senado.

 

-O Congresso ficou no prejuízo. Com o fim dos 14º e 15º salários dos parlamentares, economizou R$ 27,3 milhões. Ao reajustar o reembolso de despesas mensais dos deputados e senadores, vai gastar R$ 42,2 milhões.
- Coligação PMDB-DEM na eleição proporcional assegura novo mandato de deputado federal ao democrata Felipe Maia.
- Delfim Netto tem a palavra como economista: “Se o otimismo do governo não prejudicar, o Brasil atravessa bem o ano eleitoral.” E como observador político: “Vai haver segundo turno. A disputa será grande até o desfecho.”
- Eduardo Campos usa o substantivo “heroína” quando se refere à ex-governadora Wilma de Faria, agora vice-prefeita de Natal.
- Inconfidência de um tucano chegada ao birô da coluna por via transversa. O vice de Aécio Neves não será do DEM, tampouco do Solidariedade (de berço sindical).
- Para refletir: “No Brasil, até o passado é incerto” (Pedro Malan, engenheiro e economista brasileiro).

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