O fim da miséria – Alex Medeiros

Por Aécio Neves   Não existe um único brasileiro que não queira o fim da miséria no país. Este é…

Por Aécio Neves

 

Não existe um único brasileiro que não queira o fim da miséria no país.

Este é um desafio que precisa ser enfrentado com responsabilidade e requer que o compromisso com a propaganda não supere o compromisso com a transformação da dura realidade vivida por milhões de pessoas no país.

Para que a miséria de fato seja vencida é preciso garantir proteção integral à família contra desproteções econômicas, sociais e comunitárias que desagregam o núcleo mais importante da sociedade.

Ao contrário do que entende o governo federal, a miséria não pode ser identificada apenas pela ausência de renda. O PSDB defende duas visões e compromissos para enfrentar esta questão:

a) No campo da renda, além da manutenção atual do Bolsa Família, buscamos o que foi pactuado nos Objetivos do Milênio no ano 2000 e que, apesar de anunciado pelo governo federal em 2011, não vem sendo cumprido: que nenhum brasileiro tenha renda inferior a 1,25 dólar/dia.

b) Adotar o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), que mede a pobreza a partir das privações de saúde, educação, moradia e qualidade de vida. O IPM leva em conta um conjunto de ausências que vão muito além da ausência de renda.

Minas Gerais foi a primeira unidade subnacional (Estado) do mundo a pactuar com o Pnud, em 2011, o uso do IPM para identificar as famílias e as comunidades em situação de extrema pobreza.

Precisamos mapear os territórios brasileiros e o risco social das famílias. Temos que trabalhar com inteligência e com metas para que possamos afirmar que uma área não tenha mais analfabetos e moradias inseguras, que todas as crianças e adolescentes estão estudando e que todas as famílias são acompanhadas por equipes sociais. Isso, sim, significaria o fim da miséria.

Precisamos construir o caminho para uma verdadeira transparência cidadã em que todos os brasileiros inscritos no Cadastro Único sejam informados anualmente de seus direitos sociais ainda não conquistados.

Um sistema direto de informação, com gestão social de um conselho formado por usuários, trabalhadores sociais, gestores e Ministério Público.

As famílias precisam conhecer os direitos que não estão vivenciando. Que a criança tem direito a uma vaga na escola, que o adulto pode voltar a estudar e que a moradia em que vivem não está segura.

Todos os brasileiros devem ter o direito de deixar de ser pobres. A pobreza não pode ser uma herança, não pode ser uma condição intransponível.

A superação real da miséria se dará quando de fato as famílias tiverem plena educação, pleno trabalho e autonomia em relação à dependência estatal. (AN, senador-PSDB)

Nuvem de Smith

Uma gigantesca nuvem de matéria escura, com quase 10 mil anos-luz de largura, avança em super velocidade para a Via Láctea, detectou o telescópio Green Bank, da Fundação Nacional de Ciência, dos EUA. Foi descoberta em 1963 pelo astrônomo Gail Smith.

Nem Médici

O terceiro general do regime militar não chegou a tanto quando investiu na vitória da seleção brasileira em 1970. O governo Dilma Rousseff queria que o time de Felipão protagonizasse um filme publicitário levantando a bola do governo. Tomou um NÃO.

Te vira, Dilma

Por coincidência, ontem o técnico Felipe Scolari declarou em entrevista que as questões da Copa existentes fora dos gramados nada têm a ver com a seleção. Lembrou João Saldanha respondendo a Médici sobre a não convocação do atacante Dario.

Lenda ou fato?

Espalhou-se nas redes sociais uma suposta blitz comandada pelo tenente Styvenson Valentim (aquele que prendeu os seguranças de Dilma em janeiro) realizada na saída do casamento da filha do prefeito de Parnamirim. A narrativa tem lances hilários.

Padrão FIFA

Líderes do movimento de policiais, militares, civis e federais, não incorrerão no erro de paralisar os serviços durante a Copa, mas farão operação estratégica contra o padrão FIFA, aplicando leis antes e depois dos jogos. É o estilo Styvenson em todo o país.

Oscar o quê?

Era só o que faltava na Avenida Afonso Pena, aquela que as socialites chamam de Oscar Freire (mas, tem sopa popular, jogo do bicho, bodega, mercadinho…). Pela segunda vez, um assassinato é realizado à luz do dia. Depois do Buongustaio, agora foi no PAPI.

Eu, hein!

A principal finalidade das tais obras de mobilidade é minorar os problemas de trânsito e os acessos urbanos. Um primeiro túnel foi inaugurado ontem, extinguindo quatro semáforos em Lagoa Nova. Mas, congestionou com os maracatus tirando fotos.

Cinismo

A mesma esquerda que durante décadas ignorou o saudoso jornalista Rubem Lemos, o mesmo PT que sequer apareceu no seu funeral, agora fazem loas com um vídeo sobre ele. Mané que Rubão chamava de “mala”, político que ele achava um grande “chato”.

Faxina na Europa

As esquerdas estão sendo varridas pela vassoura do voto popular na Europa. O domingo foi de vitória dos liberais e conservadores, os socialistas da França ficaram com apenas 13% dos votos, os da Espanha perderam dezenas de cadeiras no Parlamento.

Anti-Rússia

Na Ucrânia, o milionário Petro Poroshenko, de 48 anos e porta-voz do capitalismo, venceu a eleição presidencial com quase 60% dos votos. Seu discurso de campanha foi centrado em críticas à interferência soviética no país.

Figurinhas

Bela reportagem da dupla Miguel Medeiros e Bruno Araújo, no Portal No Ar, sobre a febre das figurinhas da Copa em Natal. Fantástico o caso da cigarreira em Candelária, onde o dono sopra um apito a cada vez que ajuda a preencher um livro ilustrado.

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