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O fim do mundo

Data: 19 março 2013 - Hora: 18:07 - Por: Alex Medeiros

Por Francisco Obery Rodrigues

Pegando carona em uma excelente crônica do prof. Raimundo Antonio Lopes, de Mossoró, e como já havia “agendado” escrever sobre o tema, estou eu aqui, também, com a minha crônica. Confesso que não me preocupei nada, ou quase nada, sobre o recente anunciado fim, baseado no calendário Maia. É que, desde menino, ouço falar no assunto.

Meu pai tinha um primo, Antonio Rodrigues do Monte, gordo, louro, de olhos azuis, que morava numa casa grande, com quatro janelas altas e largas, relativamente perto da nossa. De tempo em tempo, ele aparecia lá em casa, chamava meu pai à parte e para ler pausadamente (sua instrução era um pouco melhor do a de papai) uma profecia sobre o fim do mundo que, naquele tempo, circulava em “corrente”, com a do Anticristo, sobre o qual há muitas versões, como, por exemplo, a de que seria ou será o oposto de Cristo o nasceria ou nascerá na região de Israel (no livro “Minhas Lembranças de Mossoró” falo sobre essas visitas que o primo Toinho Rodrigues, salineiro e fazendeiro rico, fazia a meu pai e me refiro às profecias que costumava levar para ler).

Meu pai, influenciado pelo primo, ficava impressionado com tais previsões e as retransmitia à minha mãe que, por sua vez, nos contava, impressionando-me. Por isso, sonhei várias vezes com o fim do mundo, a Lua caindo sobre a Terra, o mar subindo em ondas gigantescas (e olha que naquele tempo eu nem conhecia o mar) e arrasando tudo, sonhos que me faziam acordar apavorado.

Essas profecias do fim do mundo acontecem há milênios. Existiram os Oráculos de Sibila, profetisa da antiga Pérsia, da Eritréia e outras regiões mitológicas e dizem que suas profecias foram reunidas em quinze ou mais livros. Tais oráculos profetizavam a chegada do Anticristo e o consequente fim do mundo.

Mais recentemente, ou melhor, menos remotamente, temos a previsão do pastor evangélico William Miller afirmando que tudo iria terminar em 1840. Também a do pastor pentecostal William Branham que previu o fim do mundo para 1977. Também no Apocalipse de João anuncia o fim próximo, mas não estabeleceu data; só que esse fim seria  precedido de pestes, guerras mundiais e outros cataclismos.

E, assim, a humanidade vive sob essas periódicas ameaças de fim do mundo. Não creio nisso, mas entendo que a insensatez e a ambição dos homens, a rivalidade das nações e as ameaças nucleares estão nos levando a tempos mais difíceis, com a constante ameaça de uma guerra atômica. Aí, sim, reside um possível fim do mundo.

Agora, para amenizar o assunto, vou contar a história de um cidadão me conterrâneo, que, aí pela década de 50 do século passado informou que recebera um aviso de que Deus mandaria um anjo buscá-lo em determinado ano, dia e hora. Ele residia em uma casa na antiga Praça da Cadeia, atual Praça Antonio Gomes (Mossoró), perto da casa em que eu morava.

Não vou dizer seu nome e nem o conheci, mas meu pai sabia quem era. Ele pertencia à Assembleia de Deus e descreveu com tal seriedade como ocorreu o aviso que, eu me lembro bem, no dia anterior já começaram a chegar à sua casa, para orarem, alguns irmãos. No dia aprazado, sua casa se encheu, os irmãos a cantar, outros a chorar (assim me contaram), aguardando a anunciada hora.
Sei que chegou o dia e chegou a hora, o cidadão continuou vivo e só morreu, de morte morrida mesmo, alguns anos depois. Acho que assim será o fim do mundo. Só acontecerá quando Deus determinar. (FOR é escritor, nascido em Mossoró e mora em Natal).

 

Papa Francisco
Em apenas poucos dias de papado (oficialmente só começou hoje), o argentino Jorge Mario Bergoglio vai surpreendendo os católicos e principalmente a mídia e os vaticanistas com um carisma que parece muito semelhante ao do papa João Paulo II.

Militantes católicos
Este colunista ateu informa aos três grandes católicos, meus amigos, deputado José Dias, advogado Paulo de Tarso Fernandes e professor Claudio Emerenciano, que aguarda um encontro para um café e tendo como única pauta o papa Francisco.

Bancada RN
O advogado e ex-deputado federal Ismael Wanderley, já recuperado de um procedimento cirúrgico, irá retomar contatos com lideranças políticas para que alguém lute pelo direito do nosso estado à nona cadeira de deputado na Câmara Federal.

Batendo duro
O vice-governador Robinson Faria (PSD) não economizou virulência na entrevista que concedeu ontem ao jornalista Felinto Rodrigues, na 98 FM. Indagado sobre as palavras de Rosalba numa entrevista, disse não ter lido, pois não crê em nada do que ela diz.

Bate-boca
O deputado estadual Getulio Rego (DEM) não gostou nada quando o repórter Alex Viana apontou o celular para que o senador José Agripino respondesse o que pensava da perspectiva da governadora Rosalba Ciarlini votar em Dilma Rousseff em 2014.

Cerâmica
Louvável e mais que necessária a iniciativa do deputado Hermano Morais (PMDB) em abraçar a causa dos ceramistas do estado, concentrados nas regiões Oeste, Seridó e Grande Natal, e que geram no mínimo 4 mil empregos diretos com seu ofício.

Saúde
Os moradores do Bairro Industrial, em Parnamirim, estão desesperados, cobrando as promessas do prefeito Mauricio Marques (PDT) durante a campanha para o posto de saúde do lugar, que no momento não tem a menor estrutura para atender a demanda.

Gestores
O presidente da Setas, professor Luiz Eduardo Carneiro, ligou para informar que o órgão não tem assento no Conselho Estadual dos Gestores Municipais da Assistência Municipal, apenas num comitê que dá suporte a essa e outras entidades similares.

Eleição
Segundo Luiz Eduardo, a Coegemas está num processo de “sede vacante” aguardando a eleição do novo presidente, então só aí a Setas retomará a interação, como foi acordado anteriormente. Na última reunião, a Setas deu apoio logístico para que ela ocorresse.

Charutos e guerra
Num dia como hoje, em 1945, o maior ícone do século XX, Winston Churchill, experimentou sua maior angústia desde o início da guerra contra Hitler. De Cuba veio a notícia que dos 3 mil charutos prometidos, apenas 1,7 mil chegariam até Londres.

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