O GRANDE ERRO – Fábio Pacheco

Escrevi ontem que a única situação que poderia salvar o Brasil da eliminação diante da Alemanha seria a estrela de…

Escrevi ontem que a única situação que poderia salvar o Brasil da eliminação diante da Alemanha seria a estrela de Felipão, pois só a sorte ainda alimentava as esperanças de uma possível classificação à final da Copa do Mundo. Mas só que a estrela de Felipão se apagou. Dos seis jogos realizados pelo Brasil, a sorte esteve ao lado em cinco oportunidades. A seleção não convenceu nas vitórias contra a Croácia e Camarões, pois mesmo vencendo levou sufoco e mostrou sérios problemas no meio-campo. No empate contra o México escapamos de perder, com o Chile foi um aviso de que não chegaríamos tão longe e diante da Colômbia fomos salvos pelos zagueiros. Seria demais querer passar pela Alemanha, só que ninguém esperava tomar uma goleada histórica e vergonhosa. Felipão foi o grande culpado por ter escalado o time de forma errada e por ter convocado muito mal também. Faltaram jogadores experientes. Mas o grande erro foi ter ganho a Copa das Confederações, pois maquiou todas as deficiências da Seleção.

FIM DA CBF

Um desastre desta envergadura pode ser o início do fim da CBF. O povo está ferido e revoltado, e vai exigir mais profissionalismo a partir de agora. Penso que chegou a hora da criação da Liga Nacional de Clubes com a CBF passando a comandar somente a Seleção Brasileira, a exemplo de outras federações mundiais. Também está na hora de acabar com essa filosofia do futebol de resultados e voltar a formar meias e atacantes.

LÁZARO

Um dia depois de perder Adalberto para o América-MG, a diretoria americana anunciou Lázaro, zagueiro de 24 anos revelado nas bases do Atlético-MG e com passagem pela Seleção Brasileira Sub-17.

EXEMPLO ALEMÃO

A Federação da Alemanha é um exemplo para a CBF. Seu projeto de seleção para as Copas de 2010 e 2014 começou antes de 2006. Foi tão bem feito, estudado, trabalhado e treinado, que a Alemanha mudou até o estilo de jogo, melhorando o toque de bola. No período de oito anos só dois treinadores tocaram a seleção. No Brasil, foram quatro.

MINEIRAÇO

O pior será viver com o Mineiraço daqui pra frente, que valeu sete vezes mais que o Maracanazzo, pois pelo menos perdemos o Mundial de 1950 por 2 a 1 para os uruguaios e jogando muita bola. Por muito pouco, Barbosa e companheiros foram eternamente crucificados.

94 ANOS

Antes da goleada por 7 a 1 para a Alemanha, a maior diferença de gols em uma derrota do Brasil havia acontecido em 1920, por 6 a 0 para o Uruguai pela Copa América. Há 94 anos, no início da história da seleção e diga-se de passagem, fora de casa, em Valparaiso, no Chile.

CHORA FENÔMENO

Os alemães vieram tão preparados para esta Copa que até o 16º gol do centroavante alemão Miroslav Klose parecia estar progamado. Tinha que ser contra o Brasil, pois sabiam que Ronaldo estaria nas cabines trabalhando como comentarista. E não deu outra, as imagens são claras quando mostram o Fenômeno.

EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ

Vejo a Seleção da Argentina na mesma situação do Brasil. Um time de um jogador só, que deposita toda sua confiança nos pés de Messi, assim como Neymar para nós. E sem Di María, nem se fala. Os hermanos terão que jogar muita bola se quiserem fazer a final contra a Alemanha, pois a Holanda ainda é a melhor seleção até o momento no Mundial.

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