O imbróglio

Dois cenários, com suas consequências políticas, estão diante do senador José Agripino que é o presidente local e também nacional…

Dois cenários, com suas consequências políticas, estão diante do senador José Agripino que é o presidente local e também nacional dos Democratas: o primeiro, sem a candidatura Rosalba Ciarlini ao governo, ano que vem; o segundo, se a governadora decidir ir à convenção do partido em busca de sua reeleição. Sem ela, o caminho ficaria aberto para renovar a aliança com o PMDB e até para não lançar nomes ao Governo e ao Senado; com ela, se símbolo do desgaste, não terá um palanque a recebê-lo.

Dono absoluto do controle partidário, não é fácil sua escolha na medida em que não tem como remeter para a decisão superior do partido, posto que também é ele mesmo essa instância superior. No meio do cenário, a tarefa inevitável: reeleger Felipe Maia, o filho, candidato natural até pelo inegável desempenho na Câmara Federal. Mas, a sua luta pode ser mais difícil se a governadora não criar as condições para disputar a reeleição, afinal, em política, quase sempre, a teimosia é punida duramente.

O terceiro detalhe embrulha mais ainda a voz já sem nitidez dos Democratas nas suas relações com o PMDB: quanto tenta separar Rosalba Ciarlini do partido. Mesmo enfrentando o desgaste pesado de uma desaprovação da ordem de 80%, ela é a única governadora Democrata e só não será o nome do partido para o governo, em 2014, se o senador José Agripino derrotá-la na convenção. Ele tem hoje o controle absoluto e por isso só ele, e mais ninguém, pode negar legenda e rejeitar a sua candidatura.

É nesse espaço estreito e complexo que se move o senador Agripino – entre o desejo declarado da governadora de ser candidata à reeleição e a necessidade de Agripino de manter a aliança com o PMDB. Ele precisa afastá-la da candidatura para salvar o discurso de oposição que o grupo Alves tenta engendrar para 2014, depois de três governando ao lado de Rosalba. Mas o agripinismo já sentiu que será tão fácil assim descartá-la até pelo poder de estrutura eleitoreira que um governo proporciona.

Para completar, e no meio disso tudo, a velha e já andrajosa ambigüidade do PMDB quando deseja parecer oposição. Desta vez a armação inverteu-se: Garibaldi que apoiou a candidatura de Rosalba deixou o governo, onde esteve desde a campanha e indicou auxiliares; e ficaram no governo os nomes ligados ao deputado Henrique Alves. E ai também com a artimanha de parecer ter rompido com a governadora e não com o governo, buscando neutralizar sua ação durante a campanha eleitoral.

Esse é o imbróglio da aliança PMDB-DEM que os dois partidos e suas vozes, claras ou veladas, tentam dissimular, depois de flagradas pela retórica wilmista ao impor um marco de oposição. Tanto para ela, Wilma, que não pode mais recuar do ponto fixado por sua fala, nem para o PMDB, hoje sem as condições de manter no ar o simulacro que vinha soprando até agora. Resumo da ópera: o PMDB descobriu o que deveria ter feito na telinha da tevê e não fez. É por isso que hoje, queixoso, resmunga.

 

ESTRANHO – I
A Prefeitura de Natal tem dois tetos: 25 mil para procuradores e auditores R$ 14 mil para o prefeito, os secretários e os mortais. A Falconi acha normal e até sugeriu que os auditores recebessem o aumento?

MAIS – II
Para uns, a decisão da Justiça, aqui, na segunda instância que é o Tribunal, vale. Para outros, não. Para prejudicar, a área jurídica apela aos tribunais superiores. Não há padrão jurídico. O que é muito ruim.

NÃO – I
A resposta dos promotores do concerto da sinfônica da UFRN nos cem anos da valsa Royal Cinema, de Tonheca Dantas, no Teatro Riachuelo, é não. A justificativa: tomaria muito tempo do espetáculo.

FEIO – II
Os que negam esquecem que a alegação só falta de boa vontade. A execução de uma valsa pela banda da Polícia Militar que ele regeu, há um século, exigiria apenas alguns minutos. Não toma tanto tempo.

QUANDO – III
O concerto da Orquestra Sinfônica da UFRN nos 100 anos de Royal Cinema será dia 11 próximo, às 22h, depois de uma cerimônia de trinta minutos, no Teatro Riachuelo. Segundo informação do convite.

CERTO – I
Faz bem o Ministério Público quando parte para conter a onda contra o direito de circulação o espaço físico da cidade com operações de protesto planejadas para acossar o cidadão no seu direito de ir e vir.

ALIÁS – II
Algumas categorias profissionais e de serviço de Natal são hoje as únicas que fazem greve irritando a opinião pública. Coisa de amador que sequer sabe protestar. O maior aliado da greve a opinião pública.

NOVIDADE
O poeta Diógenes da Cunha Lima comunica: tem eleição terça, às 17h, para a diretoria da Academia Norte-Rio-Grandense Letras. E que ele, a exemplo das últimas três décadas, é candidato a presidente.

JANTAR
Aos comensais do jantar de confraternização deste dezembro, entre presépios e lapinhas: a Fecomércio estende as toalhas sobre as suas mesas no dia 10, às 19h30, no Hotel Praiamar. Com direito a discurso.

LUTA – I
Um procurador aposentado quer fazer a Assembléia dos Desvalidos: convocar para a greve de volta ao trabalho. Um procurador do Estado aposentado que não faz medo não recebe a gratificação do ‘paletó’.

É… – II
Que os promotores e procuradores aposentados deixaram de receber a gratificação paga mensalmente em parcelas de R$ 10 mil reais e o Ministério Público só defende a gratificação de quem está na ativa.

FRADIN
Está na Isto É, na coluna Em cartaz, de Ivan Cláudio: o Instituto Henfil relançando a Coleção Fradim. Entre eles o volume quatro – ‘Fradim em Natal’. Coleção completa tem quinze edições em quadrinhos.

TAMBÉM
Na Isto É doutor Miguel Nicolelis apresenta o seu ‘Exoesqueleto’. O equipamento considerado maior invento da neurociência que fará o tetraplégico movimentar braços e pernas sob o comando do cérebro.

CINEMA
O Norte-Shopping, na Av. João Medeiros, Zona Norte, inaugura dia 6 suas seis salas de cinema dentro da tecnologia mais avançada. Hoje já é o maior equipamento para compras e lazer do outro lado do rio.

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