O Lex Luthor das tags

A Warner Bros. anunciou ontem quem interpretará o vilão Lex Luthor no filme Batman vs Superman (título provisório), dirigido por…

A Warner Bros. anunciou ontem quem interpretará o vilão Lex Luthor no filme Batman vs Superman (título provisório), dirigido por Zack Snyder. Será o jovem ator Jesse Eisenberg, o magrelo que fez o papel de Mark Zuckerberg, o criador do Facebook.

Bastaram alguns minutos para a notícia se transformar num dos maiores fenômenos de repercussão nas redes sociais do planeta. Os nomes do ator e do personagem subiram ao pico dos assuntos mais comentados do Twitter em diversos países, inclusive o Brasil.

Nem os próprios envolvidos na produção do filme ou na confecção das historietas em quadrinhos do Superman imaginaram que o arqui-inimigo do mais poderoso herói chamasse tanto a atenção e gerasse incontáveis comentários pelas redes sociais.

Lex Luthor foi o primeiro assunto mais comentado no Twitter durante grande parte da noite da sexta-feira em três continentes e alavancou também o nome de Jesse Eisenberg, que esteve sempre entre os mais destacados. O vilão ameaçou até a novela da Globo.

Em 76 anos de existência do Superman, criado em 1938 pelos garotos Joe Shuster e Jerry Siegel, nenhum malfeitor conseguiu ser mais presente e invasivo na vida do herói e do seu alter-ego, Clark Kent, do que Lex Luthor, que nasceu para ser seu oposto.

Diferente em tudo dos demais vilões, Lex não enfrenta Superman apenas por alguma circunstância criminosa que requeira a intervenção heroica do homem de aço. Ele vive para combatê-lo, como o adversário de todas as horas, da adolescência à velhice.

Foi criado em 1940 por Shuster com o nome russo Alexei e o sobrenome alemão Luthor – talvez referência à geopolítica bélica de então – retratado como um cara de cabelos vermelhos. Em 1941, com aprovação de Siegel, ficou careca como o vilão Ultra.

A amizade com Clark Kent na juventude só surgiu nas edições das revistas dos anos 1960, onde a queda dos cabelos ganhou a versão do acidente num laboratório da escola de Smallville e que Lex culpou Superboy, despertando aí o perfil maledicente.

O primeiro intérprete de Luthor no cinema foi o ator Lyle Talbot no seriado “Atom Man vs Superman”, de 1950, com 15 episódios. Foi um galã nos anos 1930 e trabalhou até 1960, também na TV. A filha Margaret lançou sua biografia após sua morte, em 1996.

O mais icônico Lex Luthor foi até agora Gene Hackman, um dos monstros de Hollywood, que agigantou o personagem em “Superman – o Filme” (1978), “Superman II – a Aventura Continua” (1980) e “Superman IV – Em Busca da Paz” (1987).

O velho ator aperfeiçoou o perfil psicológico do cientista criminoso e deu os pontos de partida para as referências futuras de quem interpretou o personagem, como Kevin Spacey em “Superman – o Retorno”, de 2006. O cinismo tem o gene de Hackman.

Os produtores dos três primeiros filmes do Superman foram também os idealizadores da série de TV “Superboy”, lançada em 1988 pela CBS em comemoração ao cinquentenário do herói. Por ironia, o jovem Clark Kent estava extinto na DC Comics.

Para o papel de Lex Luthor, ainda com cabelos, foi convidado o ator Scott James Wells, que participou da primeira temporada e sumiu na zona fantasma do ostracismo artístico. Foi substituído por Sherman Howard, que atuou em Dallas, Star Trek e Miami Vice.

O ator John Shea foi o primeiro cara que ganhou fama por causa do personagem, ao contrário de Gene Hackman e Kevin Spacey que emprestaram seu estrelismo ao vilão. Shea fez Lex no seriado de TV “Lois & Clark”, lançado em 1993 pela rede ABC.

Mas foi Michael Rosenbaum, o Luthor da longa série “Smallville”, lançada pelo canal The WB em 2001, que mais popularizou na televisão do mundo a estampa careca e geniosa do personagem. Aliás, houve ali nada menos que quatro momentos de Lex.

Os garotos Connor Stanhope e Matthew Munn fizeram pontas como Lex Luthor na infância, o segundo com os cabelos vermelhos numa alusão ao desenho remoto de Shuster em 1940. O adolescente Lucas Grabeel estreou a careca no acidente químico.

Com tanta gente na pele do mais ferrenho opositor do Superman, é normal os fãs encarnando nas redes as expectativas com o cientista careca. Que Jesse Eisenberg saiba inserir Lex no contexto em que todos são – de alguma forma – gênios acima do bem e do mal. (AM)

 

Perigo

A classe política potiguar não está medindo a distância emocional entre os cidadãos que abordam nas ruas das cidades e os que estão em casa e no trabalho expressando insatisfações nas redes sociais. Uma surpresa nas urnas não será por falta de aviso.

Desgaste

Aguardemos as primeiras pesquisas que contemplem não apenas a preferência do voto, mas também a opinião da sociedade com velhas lideranças políticas. Há evidentes sinais de fadiga na confiança popular com os representantes de siglas, grupos e famílias.

Doutrina gay

Ninguém, é evidente, deve demonizar escolhas pessoais de quem quer que seja, ainda mais no âmbito da intimidade sexual. A reação ao preconceito, no entanto, gerou a militância doidivanas que quer fazer do sexo anal um ato político e ideológico.

Duda x Zilmar

A campanha eleitoral para governador em São Paulo deverá confrontar dois amigos e ex-sócios nos quartéis-generais do marketing político. Duda Mendonça vai coordenar Paulo Skaf (PMDB) e Zilmar Fernandes fica com Geraldo Alckmin (PSDB).

Violência

Um bandido apontou um revólver para a cabeça de uma criança de 6 anos durante um assalto a uma farmácia. A violência covarde dos bandidos vai aumentando a aprovação da sociedade às ações rígidas da Polícia quando abatem marginais. Bala neles!

Violência II

Costumo lembrar aqui do conceito do bispo católico e progressista Pedro Casaldáliga, que disse “erradicar a fonte da violência não é violência”, versão do nicaraguense Ernesto Cardenal que pregava acabar com Somoza na bala e não com orações.

Viva a Polícia

Pois bem. Quando um policial estoura os tímpanos de um malfeitor numa troca de tiros não está assassinando um cidadão, mas desinfetando a rua. A turma de direitos humanos que vá pra China, mas continuo crendo na máxima “bandido bom é bandido morto”.

Barbearia

Mantendo acesa uma história de mais de 70 anos, Beto Guedes está em novo endereço com o “Salão Guedes”, fundado pelo avô e tocado por décadas pelo pai Toinho. Agora na Rua Floriano Peixoto, 299, em Petrópolis, ao lado da matriz da UnP.

Sanduíche

Após período de tratamento médico da proprietária, a mais tradicional sanduicheria de Natal está de volta no mesmo endereço: no cruzamento da avenida Prudente de Morais com rua Ceará-Mirim. Onze entre dez natalenses conhecem o “Sanduíche de Salomé”.

Jogos no frio

Os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, começam na próxima quinta-feira, sem a brasileira Laís Souza, que se recupera de grave acidente. Mas terá Adelaide Sartori, a médium que recebe o Cacique Cobra Coral e promete evitar chuva na abertura.

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