O marinheiro da Times Square

Morreu aos 86 anos, após sofrer um infarto num cassino do Texas, Glenn McDuffie, o fuzileiro naval americano que aos…

Morreu aos 86 anos, após sofrer um infarto num cassino do Texas, Glenn McDuffie, o fuzileiro naval americano que aos 18 anos manifestou felicidade com o fim da Segunda Guerra Mundial beijando uma enfermeira na Times Square, em Nova York.

A imagem ficou famosa e uma das mais importantes fotografias do século XX ao ser estampada na capa da extinta revista Life, clicada pelo fotógrafo Alfred Eisenstaedt em 14 de agosto de 1945. E se tornou símbolo da alegria dos povos e da paz no planeta.

McDuffie havia acabado de desembarcar do metrô quando as rádios divulgaram a rendição do Japão, levando milhares de pessoas às ruas dos EUA e da Europa. Sua alegria foi tamanha que ele tomou nos braços a primeira garota que viu e a beijou.

O primeiro pensamento do jovem soldado com a notícia do fim da guerra foi centralizado na imagem do irmão mais velho, que estava como prisioneiro de guerra no Japão, exatamente o último país do eixo a reconhecer a derrota para os aliados.

Glenn McDuffie nasceu em Kannapolis, na Carolina do Norte, e em 1927, com apenas 15 anos, falsificou documentos para poder alistar-se na Marinha. Não chegou a ir à guerra, mas a foto do beijo fez dele e da enfermeira um símbolo da grande vitória.

Durante décadas, o casal protagonista nunca ganhou nada com a fama da foto, entre as cinco mais importantes de todo o século XX. Glenn teve que dividir com dezenas de oportunistas a autoria daquele icônico beijo. A Life não havia identificado o casal.

“Eu estava em Nova York. Estava descendo do metrô quando ouvi sobre a rendição do Japão”, disse Glenn na primeira vez que se revelou para a História. “Eu estava tão feliz que saí correndo da estação e fui para a rua; e então eu vi a enfermeira”, contou.

Os jornais do mundo inteiro hoje repetem sua narrativa: “Nossos olhos se encontraram felizes. Ela me deu um sorriso enorme e imediatamente me joguei para abraçá-la, sem dizer uma só palavra. Depois, eu peguei o metrô e voltei para o Brooklyn”.

A então jovem enfermeira chamava-se Edith Shain e trabalhava no Doctor’s Hospital, de Nova York. Ela misturou-se às centenas de pessoas que se concentraram na Times Square após o pronunciamento do presidente Harry Truman anunciando a vitória.

No final dos anos 1970, o fotógrafo Alfred Eisenstaedt conseguiu localizá-la e ela confirmou ser a moça do beijo, ou da já famosa foto que ganhou o nome de “V-J Day in Times Square”. Edith tinha 23 anos, cinco a mais do que o rapaz que a tomou no braços.

Somente em 2007, a identididade de Glenn e Edith foi tecnicamente confirmada pelo trabalho de um cara chamado Lois Gibson, especialista em arte forense. Os autores do beijo mais famoso da História tiveram, enfim, o reconhecimento da bela (re)ação.

O casal jamais voltou a se encontrar, a não ser nas notícias de jornais e revistas. O marinheiro casou três vezes, teve três filhos e lutou durante anos contra um câncer. A enfermeira morreu em 2010, aos 91 anos. O coração dele parou num cassino de Dallas. (AM)

Papo-furado

É só fricote eleitoreiro o discurso de PT e PMDB se acusando de não ter apoiado a campanha de Carlos Eduardo (PDT) em 2012. As duas legendas lutaram para derrotá-lo, uma com Mineiro, outra com Hermano. Apoio mesmo, só do PSD de Robinson Faria.

Primeira hora

Carlos Eduardo contou com o apoio do seu amigo Robinson Faria desde o começo da campanha, assim como também do PPS de Wober Junior. E foi pelo gesto pessedista que o prefeito disse, no ano passado, que votaria em Robinson para governador.

Agressões

Não foram poucos os desaforos dos petistas nas redes sociais contra Carlos Eduardo durante o primeiro turno da campanha em 2012. Aliás, um tuiteiro petralha de aluguel agride o prefeito quase que diariamente no Twitter. E canta loas para Fátima Bezerra.

Expectativa

Começaram no início da noite de ontem rumores de que um terremoto político pode sacudir o RN a qualquer momento. O epicentro é em Brasília. Há muita gente de plantão aguardando os próximos movimentos de uma caneta cheia de tinta jurídica.

Propaganda

Por todo o país, os governos estaduais, algumas prefeituras, os parlamentos estão atualizando velhos contratos de publicidade através de licitações. Em Pernambuco, divulguei aqui ontem, Eduardo Campos aumentou em 42% a verba do setor.

Propaganda II

No RN, o Ministério Público há muito decidiu tratar a publicidade pública como algo inconstitucional, e nesse equívoco “paladinoso” não cansa de lançar suspeitas sobre empresas de comunicação e de publicidade, que seguem as regras das licitações.

Propaganda III

Entre janeiro e fevereiro, o governo Dilma Rousseff gastou R$ 140,5 milhões com publicidade, um aumento de R$ 20,2 milhões em relação ao mesmo período de 2013. Só no programa “Minha Casa, Minha Vida” foram gastos R$ 30,9 milhões.

Vaias

Dilma tomou uma sonora vaia na cidade de Araguaína, no Tocantins, durante evento de entrega de casas do “Minha Casa, Minha Vida”. Os manifestantes exibiram cartazes contra os gastos da Copa, irritando a petista. Imagine como será na festa da FIFA.

Saúde

No novo filme do governo federal sobre ações e obras das áreas sociais, com veiculação nacional, as imagens com o serviço de saúde nas UPAS foram colhidas em Macaíba, onde a UPA Aluizio Alves é uma das mais bem equipadas de todo o Nordeste.

Cidadania

A cidade de Passa e Fica, na região do Agreste, foi a escolhida para receber as primeiras ações do projeto “Assembleia Cidadã” em 2014, durante o mês de abril. Haverá emissão de documentos, atendimentos médico e odontológico, atividades infantis e palestras.

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